O canto de Greca e a frustração de Francischini no último dia

Pedro Ribeiro


O candidato a prefeito de Curitiba, Delegado Francischini, deve estar frustrado ao não conseguir mandar seu último recado aos seus eleitores. No último dia de propaganda eleitoral gratuita, quando os candidatos falam em nome da família e, geralmente, em nome de Deus para pedir votos, estrategicamente, os advogados do prefeito e também candidato à reeleição, Rafael Greca, conseguiram calar o principal adversário e ainda usar seu espaço para desmentidos e pedidos de votos. Um desastre à equipe do deputado estadual.

A despedida, nesta quinta-feira, foi de expectativa com vitória para todos os candidatos que se apresentaram pedindo votos. Nos vídeos levados ao ar pelas redes de televisão, os proponentes à cadeira de prefeito no Palácio 29 de Março capricharam nas palavras e se esmeraram em agradecimentos. Greca e Pimentel chegaram a cantar música de campanha. Yared e Arns apostam no segundo turno, enquanto Goura já pensa em planos futuros, o mesmo acontecendo com João Guilherme, do Novo.

O candidato do MDB, João Arruda, aproveitou seu espaço para relatar suas andanças em todos os bairros de Curitiba, onde mapeou as demandas da cidade e da população, tendo, segundo ele, a solução para todos os problemas. E quem apareceu na telinha para pedir votos para os candidatos a prefeito e vereadores do PT foi o chefe afastado, Luiz Inácio Lula da Silva.

Guerra surda

O presidente Jair Bolsonaro e seu vice Hamilton Mourão estão em pé de guerra. Nesta quinta-feira, Bolsonaro, Sem citar o nome do vice-presidente, disse que poderia demitir o integrante do seu governo que apresentasse essa proposta, a não ser que se tratasse de alguém “indemissível”. Referia-se à suposta declaração de Mourão sobre expropriação de terra na Amazônia.

“Ou é mais uma mentira ou alguém deslumbrado do governo resolveu plantar esta notícia. A propriedade privada é sagrada, não existe nenhuma hipótese neste sentido”, afirmou o presidente.”Se alguém levantar isso aí eu simplesmente demito do governo. A não ser que esta pessoa seja

Mourão foi eleito, portanto, não pode ser demitido por Bolsonaro.

Após as manifestações de Bolsonaro, Mourão disse que se “penitencia” por não ter colocado os documentos que mencionam a proposta em sigilo. Afirmou também que eram apenas de “ideias” discutidas pelos ministérios, que não devem avançar. Terminou falando que, se fosse presidente, também estaria “extremamente irritado” com a situação.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal