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O discurso do dia seguinte: “nos deixaram o Estado quebrado, não podemos fazer nada a não ser pagar a folha do funcionalismo”

  Ao votar domingo, dia sete de outubro, a presidente da República, governador, senadores e deputados f..

Pedro Ribeiro - 03 de outubro de 2018, 20:10

Foto: ANPr
Foto: ANPr

 

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Ao votar domingo, dia sete de outubro, a presidente da República, governador, senadores e deputados federais, o cidadão brasileiro estará assumindo um dos maiores compromissos de sua vida com a cidadania e a democracia, além do próprio futuro.

Ao escolher, por exemplo, o novo dirigente da Nação, em meio a este tumulto, onde não existem propostas para o desenvolvimento e crescimento do país, mas uma guerra entre uma dezena de candidatos que parecem mais preocupados com seus partidos de coligação e o retorno que darão caso seja eleito nos levam a uma preocupação que já assombra a nação há alguns anos: o que podemos esperar para os próximos quatro anos.

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Um país mergulhado em dívidas, com dezenas de importantes obras de infraestrutura paralisada, mergulhado em corrupção, com desemprego batendo a casa dos 14 milhões de pessoas, educação pífia, segurança pública a desejar, com o crime organizado tomando de assalto cidades como o Rio de Janeiro e uma política de saúde pública onde faltam leitos hospitalares e o que é mais lamentável, pessoas morrendo em filas de atendimento.

Se for eleito Bolsonaro ou Haddad, como indicam as pesquisas, com certeza não sairemos tão logo da crise já que o radicalismo tomou conta da campanha e das poucas propostas para o país e sua gente. Mas o que fazer diante destas opções. Simplesmente nada a não ser, daqui a um ou dois anos, voltarmos as ruas vestidos de verde e amarelo pedindo a saída desse ou daquele sem, no entanto, qualquer solução.

Como é através da consulta popular, do voto, não podemos, jamais, perder as esperanças, embora saibamos que o Brasil ainda levará algumas décadas para entrar no eixo de uma nação desenvolvida, de primeiro mundo. Que começamos pelo freio na corrupção, como está fazendo a Lava Jato. Já é um começo.

Em relação ao governo do Estado, ao assistir ao debate na terça-feira, confesso que, mais uma vez, me decepcionei com os candidatos e suas propostas. Apenas relatam fatos que todos nós já conhecemos e que entra eleição, sai eleição e continua na mesma.

O desenho que nos traçam parece simples, mas não passa de teoria porque, na prática, a primeira coisa que o novo morador do Palácio Iguaçu vai dizer no dia seguinte é que o estado está quebrado, que o governo anterior deixou uma enorme dívida e que com o orçamento que foi aprovado na Assembleia Legislativa mal dá para pagar a enorme folha do funcionalismo público. E assim  vamos nós para mais quatro anos. Volto a dizer: pelo menos que combatam a corrupção, mantenham os níveis de atendimento à saúde e que nos deem segurança.