O esforço paranaense para combater a doença e evitar a morte

Pedro Ribeiro


O vírus vindo da China e que se transformou em pandemia acabou mexendo com a cabeça dos brasileiros que estão à espera da milagrosa vacina para tocar a vida adiante. No Paraná, onde o vírus foi intenso, provocando mais de duas mil mortes até o momento pela covid-19, a população ainda está em estado de alerta.

O Governo do Estado não tem medido esforços para buscar uma solução imediata e futura para a pandemia. Primeiro, fez um acordo de parceria com o governo da Rússia que afirmou ter descoberto uma vacina para o coronavírus.

Nesta segunda-feira, o governador Ratinho Junior instituiu u Comitê Técnico Interinstitucional de Cooperação para Pesquisa, Desenvolvimento, Testagem, Fabricação e Distribuição de Vacina contra Sars-CoV-2 (Covid-19).

O próprio governador afirmou que o Paraná já estabeleceu os primeiros contatos com laboratórios da China e da Rússia. Mas, para não ficar apenas na expectativa russa, Ratinho Junior explica que o comitê também recém-criado vai conhecer outros estudos que estão em andamento em todo o mundo.

Para o governador, trata-se de “mais uma medida de preparação para o momento do anúncio do imunizante, parte do planejamento estadual de combate ao novo coronavírus”.

A Casa Civil será responsável pelo Comitê Técnico Interinstitucional.

“Todas as atividades desenvolvidas pelo colegiado vão observar as normas sanitárias, técnicas, científicas e de direito. Ele foi criado para que o Paraná se envolva cada vez mais nos estudos internacionais sobre imunização”, disse o secretário Guto Silva, chefe da Casa Civil.
“Ainda não temos uma vacina testada e comprovada no mercado, uma resposta definitiva da ciência, mas queremos ter agilidade para adquirir e produzir aquela que se mostrar mais efetiva”, completou..

O Governo do Paraná assinou na semana passada um memorando de entendimento com o Fundo de Investimento Direto da Rússia para ampliar a cooperação técnica, as transferências de tecnologia e os estudos sobre a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Gamaleia. O acordo deixa aberta a possibilidade de realização de testes, produção e distribuição do imunizante, desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprove todos os protocolos.

O Estado também já assinou um termo de cooperação técnica e científica com a China para iniciar a testagem e a produção de vacina da Sinopharm. O acordo garante ao Paraná acesso ao resultado das duas primeiras fases da pesquisa. Segundo o laboratório, os processos iniciais, já encerrados, tiveram 100% de positivação e nenhuma reação adversa grave.

O Paraná terá reserva orçamentária de R$ 200 milhões para a compra de vacinas contra a Covid-19 em 2021. Metade do valor virá do caixa da Secretaria da Saúde referente à emenda ao projeto de lei 248/2020, que dispõe sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e a outra parte é resultado de um repasse da Assembleia Legislativa.

Uma coisa é certa: o governo paranaense busca alternativas para evitar mais doentes e consequentemente mais óbitos no Estado. Está cumprindo seu papel de gestor público.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal