O fim da impunidade num país de ponta-cabeça

Pedro Ribeiro


A prisão de Lula fortalece a Operação Lava Jato e pode decretar, também, o fim do partido que rompeu a ditadura

Coube a um juiz federal paranaense, de Maringá, recomendar a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma das maiores lideranças políticas do Brasil dos últimos 20 anos. Sergio Moro deu prazo até às 17 horas desta sexta-feira para que Lula se entregue na Polícia Federal, em Curitiba
O dia 5 de abril de 2018, ficará registrado na história recente do Brasil, não apenas pela prisão de Lula, que deverá ocorrer amanhã, dia 6, mas também pela continuidade e fortalecimento da Operação Lava Jato que vem expurgando a corrupção enraizada no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto.
Lula deverá liderar um pelotão de políticos corruptos – alguns já presos e outros indiciados e a espera de condenação – na cadeia iniciando, assim, o processo de impunidade no país, decidido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. Soma-se a isso, o grito das ruas, onde a população acordou e pediu a prisão de políticos corruptos.
Com a prisão do maior líder político da oposição no Brasil, o juiz federal, Sergio Moro, encoraja ainda mais o Ministério Público, a Polícia Federal e a Justiça a dar prosseguimento à punição de corruptos que assaltaram os cofres públicos da Petrobras, resultando em um prejuízo superior a R$ 13 bilhões.
Com a prisão de Lula e o bloqueio, ainda nesta quinta-feira (5) dos bens da senadora e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, o partido certamente se fragilizará podendo, também, declarar seu fim. É claro que ainda resta a militância do Movimento Sem-Terra e de lideranças sindicalistas que ergueram o partido há 30 anos, rompendo um ciclo de ditadura.
Até agora não sabemos se Lula, como ex-presidente, terá privilégios na prisão em Curitiba ou se ficará junto com políticos como Eduardo Cunha e empreiteiros responsáveis pela sangria nos cofres públicos. Também ninguém sabe se Lula ficará preso 12 anos 30 dias como foi condenado.
Para a população que vem acompanhando os acontecimentos, já bastam alguns dias somando-se à sua inegibilidade, o que significa que não poderá se candidatar à Presidência da República, mesmo liderando as pesquisas de opinião pública.
Com a determinação de Moro, o processo político nacional, com vistas à Presidência da República, fica mais interessante e poderá surgir novas lideranças ao lado de candidatos já declarados, como Alvaro Dias, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin.
Veja matéria completa sobre o pedido de prisão de Lula nesta edição do Paraná Portal. WWW.paranaportal.com.br

Coube a um juiz federal paranaense, de Maringá, recomendar a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma das maiores lideranças políticas do Brasil dos últimos 20 anos. Sergio Moro, deu prazo até às 17 horas desta sexta-feira para que Lula se entregue na Polícia Federal, em Curitiba
O dia 5 de abril de 2018, ficará registrado na história recente do Brasil, não apenas pela prisão de Lula, que deverá ocorrer amanhã, dia 6, mas também pela continuidade e fortalecimento da Operação Lava Jato que vem expurgando a corrupção enraizada no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto.
Lula deverá liderar um pelotão de políticos corruptos – alguns já presos e outros indiciados e a espera de condenação – na cadeia iniciando, assim, o processo de impunidade no país, decidido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. Soma-se a isso, o grito das ruas, onde a população acordou e pediu a prisão de políticos corruptos.
Com a prisão do maior líder político da oposição no Brasil, o juiz federal, Sergio Moro, encoraja ainda mais o Ministério Público, a Polícia Federal e a Justiça a dar prosseguimento à punição de corruptos que assaltaram os cofres públicos da Petrobras, resultando em um prejuízo superior a R$ 13 bilhões.
Com a prisão de Lula e o bloqueio, ainda nesta quinta-feira (5) dos bens da senadora e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, o partido certamente se fragilizará podendo, também, declarar seu fim. É claro que ainda resta a militância do Movimento Sem-Terra e de lideranças sindicalistas que ergueram o partido há 30 anos, rompendo um ciclo de ditadura.
Até agora não sabemos se Lula, como ex-presidente, terá privilégios na prisão em Curitiba ou se ficará junto com políticos como Eduardo Cunha e empreiteiros responsáveis pela sangria nos cofres públicos. Também ninguém sabe se Lula ficará preso 12 anos 30 dias como foi condenado.
Para a população que vem acompanhando os acontecimentos, já bastam alguns dias somando-se à sua inegibilidade, o que significa que não poderá se candidatar à Presidência da República, mesmo liderando as pesquisas de opinião pública.
Com a determinação de Moro, o processo político nacional, com vistas à Presidência da República, fica mais interessante e poderá surgir novas lideranças ao lado de candidatos já declarados, como Alvaro Dias, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin.
Veja matéria completa sobre o pedido de prisão de Lula nesta edição do Paraná Portal. WWW.paranaportal.com.br

Previous ArticleNext Article
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
[post_explorer post_id="515524" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]