O impacto do “fura teto” e o futuro do ministro Guedes

Pedro Ribeiro

Guedes

 

Qualquer pessoa que entende um pouco de economia sabe que a medida populista do presidente Jair Bolsonaro, com a liberação de R$ 400 como “Auxilio Brasil ou extensão do Bolsa Família”, terá um impacto junto a milhões de brasileiros, com danos aos mais vulneráveis.

O estouro do teto abrirá espaço para gastos adicionais de cerca de R$ 83 bilhões, alterando as condições do Orçamento de forma dificilmente reversível, avalia editorial do Estadão desta terça-feira. A Gastança imprudente, sem fonte segura de financiamento, desarranja as contas oficiais, aumenta os juros pagos pelo Tesouro, infla a dívida pública e aumenta a insegurança do mercado.

Um dos responsáveis por mais esta lambança no governo Bolsonaro é seu ministro da Economia, Paulo Guedes, que declarou ser favorável estourar o limite de gastos do governo para alcançar um valor maior do Auxílio Brasil.

Segundo o economista Sergio Vale, da MB Associados, “Depois de sexta-feira está mais do que claro que o que interessa para o Guedes é a reeleição do Bolsonaro. Se a economia vai sair machucada disso ou não, não me pareceu ter muita preocupação sobre isso”, disse à BBC Brasil. O também economista,  Joaquim Levy observou que o Brasil deve reduzir desmatamento a nível de 10 anos atrás para atrair investidor.

Os técnicos do Ministério da Economia sugeriram que o Auxílio Brasil ficasse em R$ 300. Guedes disse que atenderia o desejo do presidente de fixar o valor em R$ 400 e pediu “uma licença” para gastar R$ 30 bilhões fora do teto de gastos. Com a PEC dos Precatórios, que prevê uma mudança no cálculo do reajuste do teto de gasto, o governo deve abrir um espaço de ao menos R$ 83,6 bilhões a mais para gastar em ano eleitoral.

 

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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