O jogo é sujo. Temer começa a pagar promessas a senadores com cargos e obras

Redação


Como era de se esperar, o presidente interino, Michel Temer (PMDB), inicia o processo de “ações de bondade” para senadores que votarão no afastamento definitivo ou não da presidente Dilma Rousseff (PT). As benesses são promessas pela votação da continuidade do impeachment. Agora, o Palácio do Planalto começa a pagar a conta com a distribuição de cargos a apadrinhados de senadores, a garantia de retomada de obras de interesse dos parlamentares e a atuação dos peemedebistas do Senado, principalmente de Renan Calheiros, Eunício Oliveira e Romero Jucá.

Com o “pacote de bondades”, como denunciou o senador paranaense, Roberto Requião, do próprio PMDB, afirmando que 35 senadores estariam na lista de recebimento de propina da Odebrecht, a presidente Dilma Rousseff dificilmente retornará ao Palácio do Planalto. O jogo é sujo, pesado e o PT está pagando o preço pelo que fez e tomando do mesmo remédio amargo que distribuiu ao longo dos anos. Teve tempo o suficiente para fazer um bom governo, mas errou, principalmente na relação do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional e na política econômica. Desemprego e dívida são coisas amargas e de difícil compreensão da população.

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