O pelotão de generais do capitão Bolsonaro

Pedro Ribeiro


 

De general em general, o capitão Bolsonaro vai montando seu governo. Com certeza teremos milicos em todas as áreas, sejam no primeiro, segundo ou terceiro escalão. Um país vigiado. Se colocar mais um general nas Comunicações já pode dizer que fechou o cerco. Na Itaipu Binacional, com certeza, teremos mais um general. Pela primeira vez, na hierarquia militar, um capitão manda em todo mundo, inclusive em general.

Como bem escreveu Eliane Catanhêde, “é assim que o futuro governo “não é militar”, como dizem generais, brigadeiros e almirantes, mas cada vez mais vai assumindo o jeito, a cara, a cor e o cheiro dos militares do Exército, que somam sete no primeiro escalão, por ora”.

Bem, temos hoje:  o capitão Jair Bolsonaro, o vice Hamilton Mourão, general de Exército, Augusto Heleno, que foi deslocado da Defesa para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI),  os generais Fernando Azevedo Silva, na Defesa, Carlos Alberto Santos Cruz, na Secretaria de Governo, e Joaquim Brandão, a ser anunciado para a Infraestrutura, juntando Transportes e Comunicações.

Opa. Tem Marcos Pontes, tenente-coronel da reserva da Aeronáutica e formado em engenharia pelo ITA, o instituto de excelência da Força Aérea. Mas ele não foi escolhido por nada disso, mas por ser astronauta, uma estrela. Pela análise de Catanhêde, o Palácio do Planalto e seu anexo (onde é a Vice-Presidência) vão ficar lotados de militares.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal