O risco Zé Dirceu por conta e risco de Gilmar Mendes

Pedro Ribeiro


A arrogância do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, aliada à sua decisão pela soltura do ex-ministro José Dirceu, acabou jogando um balde de água fria na sociedade esperançosa de ver, um dia, a efetiva queda da corrupção no país e o fim dos políticos que cobram propina no exercício da profissão para beneficiar empresários que os patrocinam.

O procurador Deltan Dallagnol alertava que José Dirceu fora da cadeia seria nocivo ao País, mas Giolmar Mendes encarou tal posiçõ como de ingerência ou tentativa de interferência no STF. Deu no que deu. O homem está solto.

Segundo o Estadão, dias antes de ter a prisão revogada, José Dirceu escreveu do cárcere uma carta de 14 páginas onde comparou os delatores que o acusam a “cachorros da ditadura”, defendeu uma virada à esquerda do PT, criticou o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a ação do juiz Sérgio Moro. Qualificou como golpistas o governo Temer e a mídia.

Se dentro da prisão Zé Dirceu age desta forma, imaginem fora. Disse ainda que, diante do risco do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não ser candidato em 2018, em razão dos processos em que é réu na Operação Lava Jato, o petista escreveu: “Darão outro golpe, condenarão e prenderão Lula? Serão capazes dessa violência e ilegalidade? Veremos”.pedro.ribeiro

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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