O secretariado de Cida

Pedro Ribeiro


 

A prisão do ex-presidente Lula, que coincidiu com a posse da governadora paranaense, Cida Borghetti, não tirou os brilhos do discurso, sóbrio, pautado no diálogo e na discussão dos principais problemas do Estado, e da elegância da nova comandante do Palácio Iguaçu. Hoje, segunda-feira, dia 9 de abril, Cida reúne, a partir das 9 horas, o seu secretariado.

Bem. Se for o seu secretariado, teremos apenas o cunhado, Silvio Barros, secretário-chefe da Casa Civil e do Desenvolvimento Urbano, uma espécie de primeiro-ministro do governo, eu secretário da Saúde, Antonio Carlos Nardi. Os demais secretários deverão ser anunciados nos próximos dias, ou seja, os novos e os herdados pelo governo Beto Richa.

Já pediram demissão ou exoneração, Norberto Ortigara (Agricultura e Abastecimento), José Richa Filho (Infraestrutura), João Carlos Gomes (Ciência e Tecnologia), Mauro Ricardo Costa (Fazenda), Artagão de Mattos Leão Junior (Justiça), Douglas Fabricio (Turismo), João Carlos Ortega (Desenvolvimento Urbano), Valdir Rossoni (Casa Civil), Deonilson Roldo (Comunicação Social), Michele Caputo (Saúde). Deixaram também o governo: Maurício Tortato (Polícia Militar), Marcos Traad (Detran), Mounir Chaowiche (Sanepar) e o Procurador-Geral Paulo Rosso.

Na ponta do lápis

Desde que saiu do governo, o ex-presidente Lula gastou, por conta do contribuinte que faz plantão na Polícia Federal, nada menos do que R$ 7 milhões. A ex-presidente Dilma, também por conta de ser ex, torrou R$ 1, 4 milhão em passagens para ela e assessores. A soma de despesas dos ex-presidentes, de 1999 para cá, já chega a R$ 36 milhões.

Pulgas atrás das orelhas

Gleisi Hoffmann e Lindberg Farias, os principais protagonistas da das defesas da “presidenta Dilma” e de Lula, vão sentir os efeitos da solidão e de possíveis processos após terminar a onda da solidariedade ao ex-presidente preso.

Bolas da vez

Com Lula, enfim preso, a Operação Lava Jato sairá cantando pneus e, informações já indicam que os próximos passos devem ser o aprofundamento das apurações contra líderes de outros partidos, assim como a aprovação de mudanças na legislação penal e o fim do foro privilegiado.
O Estadão procurou no sábado as assessorias do presidente Michel Temer (MDB), do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do senador Aécio Neves (PSDB-MG), mas até a noite deste domingo, 8, nenhuma delas se havia manifestado. Temer foi denunciado duas vezes e é investigado em um inquérito pela Procuradoria-Geral da República. Aécio foi denunciado e é investigado na Lava Jato. Alckmin é investigado em inquérito por caixa 2 no Superior Tribunal de Justiça (STJ)

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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