Olavo de Carvalho, ovo da serpente do Brasil de agora

Redação


Alceo Rizzi

O astrólogo de tarô que já transitou por outras seitas de esoterismo e hoje desconfia que a Terra é plana, Olavo de Carvalho, que habita a órbita dos chamados gênios de uma psicose que hoje infesta o poder da República, é o ovo da serpente desses tempos do Brasil contemporâneo.
Condecorado com a maior e mais distinta honraria do República brasileira, com a medalha Grã-Cruz da Ordem do Rio Branco, já deveria ter sinalizado naquela ocasião ao País o circo virtuoso de uma demência psicótica que aos poucos tomou de assalto a racionalidade da pretensa cadeia de comando nacional.
Com capacidade articulada de expressar raciocínio capaz de extrair de obtusos seguidores os instintos mais primitivos que possuem, como se fosse transmissão de cultura e de conhecimento, convenceu-os que a Ciência é um devaneio deletério e estúpido.
Que o progresso da Ciência nada mais é do que uma fantasia, a ponto de agora, nos tempos atuais, ter declarado que o vírus da pandemia que desgraça a humanidade e deixa rastro sombrio de mortes pelo caminho, não existe, faz parte apenas de uma manipulação geopolítica do planeta.
E a desgraça maior que se manifesta ao País, na ordem das coisas e da pretensa genialidade dessa fraude que se diz filósofo, que sequer tem o segundo grau completo, é que a estupidez se reproduz em escala insana e aparentemente incontrolável.
De seu refúgio nos Estados Unidos, para onde foi levado por um empresário paranaense que o sustentou, e talvez ainda o sustente em sua demência, vê de espectador os filhotes da ignorância se reproduzirem no País. Ou alguém acha que dessa psicose esteja imune o cargo de maior representação institucional do País e de seus próprios filhos, ironicamente denominados pelo algarismo aritmético de nulidade?
Os chamados Zeros, em escalas de 1 a 3, excluindo o 4, que surge agora também como Cada nova do condomínio da família. Nos ministérios o delírio Olavista se propaga, das Relações Exteriores ao da Educação, entre outros, devotos febris, empenhados a propagar um mundo de renúncia à Ciências, ao conhecimento humano. Gente que desfia a teoria da Evolução das Espécies, de Darwin.
Pelo simples motivo de acreditarem que a força, a imposição e o domínio fazem ainda parte da cadeia natural do mundo animal ao qual pertencem. E que, pela ignorância ou por falta de compaixão abjetam sentimentos que transforma homens diferentes de animais. Como talvez considere o charlatão oportunista que vive nos Estados Unidos e que seduz aqueles cujo DNA deve representar algum eventual elo perdido da evolução humana

Alceo Rizzi é jornalista, escritor e publicitário

NR – As opiniões aqui publicadas não refletem, necessariamente, a opinião do jornal Paraná Portal.

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