Opas e Itaipu firmam acordo internacional para controle da dengue, zika e chikungunya na fronteira

Pedro Ribeiro


Crédito: Arquivo/Itaipu Binacional

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), organismo internacional de saúde pública com um século de experiência, dedicado a melhorar as condições de saúde dos países das Américas, firmou um acordo macro de cooperação técnica com a Itaipu Binacional. Para o acordo foram levados em conta vários programas, especialmente o de combate a doenças transmissíveis por insetos desenvolvidos na fronteira do Brasil com o Paraguai e Argentina. A parceria assinada em Washington, nos Estados Unidos (EUA), tem validade de cinco anos e estabelece termos e condições para iniciativas conjuntas no campo da saúde pública.

Para cada ação, serão firmados convênios específicos que terão como base a parceria já estabelecida. O projeto de largada será o de vigilância integrada para controle de arboviroses (doenças transmitidas por insetos, como dengue, zika e chikungunya) desenvolvido na área da tríplice fronteira.

Além desse programa, o grupo técnico da Opas também demonstrou interesse nos projetos de saúde mental que estão em estudo e planejamento pelas comissões técnicas do GT Itaipu-Saúde, particularmente na ação voltada à população indígena referente à dependência química e risco de suicídio.

A parceria

O acordo tem como base a experiência da Itaipu na promoção de ações de políticas públicas de saúde na região de fronteira do Brasil com o Paraguai, por meio do GT Itaipu-Saúde, bem como na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Agenda 2030 em sua área de influência. E, também, a experiência de 115 anos da Opas em ações voltadas a melhoria das condições de vida das populações das Américas.

Uma vez que o acordo não prevê repasses financeiros, esse detalhamento, além de outras responsabilidades de cada parte, serão definidos em acordos específicos, que deverão contar com enfoques transversais de gênero, interculturalidade e redução de iniquidades em saúde. Esses acordos também poderão incluir a participação de outras entidades multilaterais ou bilaterais de cooperação técnica e assistência financeira, ou de governos de países interessados.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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