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Os gastos desnecessários e exagerados de senadores com seus gabinetes

 O Senado Federal, que fica nessa lengalenga de discursos ultrapassados, colocando culpa na Câmara Federal e..

Pedro Ribeiro - 03 de janeiro de 2020, 09:01

Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa. rrEm destaque, à bancada, senador Paulo Paim (PT-RS).rrFoto: Roque de Sá/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa. rrEm destaque, à bancada, senador Paulo Paim (PT-RS).rrFoto: Roque de Sá/Agência Senado

 

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O Senado Federal, que fica nessa lengalenga de discursos ultrapassados, colocando culpa na Câmara Federal e no Supremo Tribunal Federal pelos atos cujos senadores tem que assinar  devido, principalmente, a determinações de seu presidente, Davi Alcolumbre, exagera, agora, com gastos desnecessários nos gabinetes dos senadores.

Só em 2019, o Senado gastou R$1,15 milhão com obras em gabinetes e apartamentos funcionais de senadores. A maioria serviu basicamente para adaptar o imóvel aos desejos dos senadores, para “adequação de layout”, mas pode-se chamar de capricho mesmo. Está quase tudo no Portal da Transparência, exceto gastos do presidente, Davi Alcolumbre, com a reforma da churrasqueira da residência oficial, sem a devida transparência. Ele também mandou dar um tapa no visual do gabinete. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Os 81 senadores exigiram mais de cem intervenções em gabinetes ou imóveis funcionais, ao longo de 2019. Mais de uma obra por senador.

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Weverton (PDT-MA) quis mudar a fachada por R$30 mil; fazer “adequação de segurança” e aplicar uma tal “readequação de layout”.

O senador Flávio Arns (Rede-PR) consumiu R$ 38 mil para adequações em seu gabinete. Não satisfeito, pediu “serviços complementares”.

Outro Flávio, o Bolsonaro (sem partido-RJ), mandou instalar cinco aparelhos de ar condicionado em seu apartamento funcional.