Pandemia deve se alastrar no final de janeiro e início de fevereiro

Pedro Ribeiro

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Muita gente comemorando, com todo direito, a vacina contra a covid-19 que, depois de muita intriga e discussão política, chegou no Brasil e está sendo distribuída junto à população.

Muita gente, no entanto, não pode esquecer as recomendações dos médicos e cientistas que alertam para a continuidade dos cuidados recomendados pelos órgãos de saúde.

É preciso se conscientizar que, mesmo com o início da vacinação contra a covid-19, o Brasil está muito longe de eliminar o vírus e a própria crise sanitária.

A situação da pandemia no país deve se agravar entre o final de janeiro e o início de fevereiro, alertam especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

“Estamos num momento bem preocupante. Talvez as pessoas não estejam percebendo ainda, mas tudo indica que as próximas semanas serão complicadas”, antevê o bioinformata Marcel Ribeiro-Dantas, pesquisador do Institut Curie, na França.

Segundo levantamento feito pelo Conass (Conselho Nacional de Secretários da Saúde), o país contabiliza até o momento 8,5 milhões de casos e 210 mil mortes por covid-19.

Nos últimos dias, a confirmação de novas infecções e óbitos pela doença tem se mantido num patamar considerado alto.

Reflexos disso são as aglomerações nos últimos dias de dezembro, onde muitos familiares e amigos resolveram se reunir para celebrar o Natal e a passagem para 2021.

O médico e deputado, Michelle Caputo, alertou que isto poderia acontecer e recomendou cuidados, principalmente dos jovens que saíram às ruas, casas de amigos e bares para comemorar a chegada do Ano Novo.

Os efeitos das festas começam a ser sentidos agora. E isso pode ser explicado pela própria dinâmica da covid-19 e o tempo que a doença demora a se manifestar e se desenvolver.

TRANSMISSÃO DA COVID-19

“A transmissão do vírus pode até ter ocorrido durante essas festas, mas a necessidade de ficar num hospital ou até a morte do paciente leva semanas para acontecer”, nota o estatístico Leonardo Bastos, pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

Em linhas gerais, o indivíduo que é contaminado pelo coronavírus pode demorar até 14 dias para ter algum sintoma (como febre, tosse seca, dores, cansaço e falta de paladar ou olfato).

O problema é que, nesse ínterim, ele pode transmitir o agente infeccioso para outras pessoas, criando novas cadeias de transmissão da covid-19 na comunidade.

Já nos quadros mais graves da doença, que evoluem para falta de ar e acometimento dos pulmões, há uma janela de cerca de sete dias entre o contato com o vírus e a necessidade de internação.

Depois da hospitalização, os pacientes que morrem por covid-19 podem ficar até cinco semanas num leito antes de falecer. (BBC Brasil).

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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