Parlamentares tentam mudar lei para se verem livre das penas de corrupção

Pedro Ribeiro


Parece que não há solução. Nem o exército de Bolsonaro e muito menos a Lava Jato vão acabar com as manipulações no Congresso Nacional para colocar um fim à corrupção, em especial, dos políticos, aqueles que deveriam nos representar e defender nossos direitos e o desenvolvimento da Nação. No início da semana já tivemos a informação de que boa parte dos congressistas que estão estreando na Câmara Federal ou no Senado, são devedores do governo federal, principalmente Imposto de Renda. Neste caso, acredito que deveria valer a ficha limpa, ou seja, não dar posse a esses eleitos que tenham pendengas com a União.

Agora, vejo no Diário do Poder, que parlamentares que tentam votar ainda este ano a reforma da Lei de Execução Penal tentam aprovar a regra que impede a condenação à prisão de acusados dos crimes considerados de “menor potencial ofensivo”. Seriam enquadrados na nova regra os crimes que preveem pena de até três anos.

O que eles não contam, revela o jornalista Claudio Humberto, é que corrupção está entre os crimes em que a prisão seria dificultada Entre os truques da reforma da Lei de Execução Penal está a previsão de suspender eventuais sentenças contra corruptos ou sua comutação Mais de 50 deputados federais são investigados e mais de cem citados na Lava Jato, todos sujeitos a julgamento e condenação por corrupção. Juiz experiente, o deputado federal eleito Luiz Flávio Gomes (PSB-SP) adverte que a aprovação desse projeto será o triunfo da impunidade.

O procurador Deltan Dallagnol vem alertando sobre essa manipulação mas não está sendo ouvido. Quem deverá trombar com o Congresso Nacional é o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que terá que barrar mais esta manobra dos congressistas.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal