Passeata da democracia em nome da reforma da Previdência e de apoio a Bolsonaro

Pedro Ribeiro

 

 

As milhares de pessoas que foram às ruas neste domingo para apoiar o presidente Jair Bolsonaro tiveram, como voz única, críticas ao Congresso Nacional e pedidos de apoio para a aprovação das reformas tão necessárias ao país, em especial da Previdência e o projeto anticrime do ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro. Houve manifestação em perto de 100 cidades.

As críticas ao Congresso Nacional foram direcionadas ao chamado “centrão”, grupo de parlamentares da Câmara Federal que não demonstra interesse nas mudanças que o país precisa e, por isso, trava as pautas e dificulta a votação de projetos essenciais, entre eles o da reforma da Previdência e o pacote anticrime.

O presidente Jair Bolsonaro disse acreditar que o Brasil caminha cada vez mais para o amadurecimento de sua democracia, com representantes sensíveis aos anseios da sociedade. “O caráter pacífico dos atos de hoje traduz a esperança e a confiança do povo no compromisso que nós políticos temos com o futuro do país”, escreveu em seu twitter.

Para o ministro Sergio Moro, foi “festa da democracia. O povo manifestando-se em apoio ao presidente Bolsonaro, nova Previdência e ao pacote anticrime. Sem pautas autoritárias. Povo na rua é democracia. Com povo e Congresso, avançaremos”.

O deputado federal, Ricardo Barros (PP), observou que a manifestação foi fraca e que não há uma bandeira comum. Barros, que votou para que o Coaf voltasse para o Ministério da Economia, disse que o ministro Sergio Moro “vem desagregando, querendo sua pauta como prioridade sobre a Previdência”.

Murilo Hidalgo, diretor do Instituto Paraná Pesquisa, disse que o presidente Jair Bolsonaro, por mais que cometa deslizes em questões administrativas e políticas, vem construindo um exército de seguidores no país que dificilmente o abandonarão. “Ele vem criando um exército de soldados”.

O empresário Gláucio Geara, presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP)  disse que as manifestações no Brasil revelam insatisfação do povo com a condução das reformas que são necessárias por parte do Congresso Nacional. Os deputados e senadores estão travando o andamento da reforma da Previdência, quando a maioria da população entende que sem as reformas “nosso futuro fica nebuloso”.

Para o empresário e presidente da Fetranspar, coronel Sergio Malucelli, que comandou ato em Curitiba, levando perto de 120 caminhões no Centro Cívico, ponderou afirmando que as reformas precisam ser aprovadas com urgência. “A reforma da Previdência é essencial para construir um novo país voltado a novos investimentos, geração de renda e emprego”, disse.

Nas manifestações de ontem, que teve concentração na praça Santos Andrade, em frente à Universidade Federal do Paraná, houve um pequeno tumulto quando ativistas do presidente Jair Bolsonaro tentaram agredir jornalistas que cobriam o evento.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.