PEC é um passo, mas governo tem que ser eficiente nos gastos

Pedro Ribeiro


O quadro econômico brasileiro, que pendura um déficit público primário de R$ 170 bilhões, tem despertado o setor produtivo e de serviços do país a buscar no mercado a solução para seus problemas. Em Curitiba, executivos da região Sul do Santander se reuniram no Hotel Victória, nesta quinta-feira, para ouvir o engenheiro e mestrado em estratégias de negócios, Carlos Augusto Ferreira, que fez uma explanação sobre como avaliar o desempenho e definir estratégias até o final do ano. A base de sua exposição esteve centrada na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita o aumento dos gastos públicos no País.

A PEC, como uma das alternativas para minimizar a crise econômica no País, é um passo importante, mas precisam ser discutidas novas medidas, a começar pela reforma da Previdência Social, observa o especialista. “Se o país tiver menos pessoas empregadas terá, também, menos contribuição ao INSS, o que aumenta as despesas, já que está havendo um aumento também no envelhecimento das pessoas, embora com maior longevidade”. O governo continua inchado e não é culpa do funcionalismo, mas da ineficiência da máquina administrativa, pois investir recursos sem eficiência não surte efeito, ponderá.

Com a mudança da dotação orçamentária para as áreas da saúde e educação – 25% e 15% respectivamente -, que deverão entrar em vigor a partir de 2018, a base de investimento será a partir da inflação (IPCA) e não mais linear corrigido pela receita. Segundo Ferreira, a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) introduz um modelo de disciplina orçamentária e a aprovação de emendas para que o déficit seja contido e, assim, “poderemos experimentar um pequeno superávit em 2020” disse. Aos executivos do Santander, mostrou que a trajetória da taxa de juros é decrescente e aponta para um patamar futuro de 12%. Também disse que estamos em recessão.

Em relação ao câmbio, observa que deverá gravitar entre 2,9% a 3,2% para não tirar a competitividade dos commodities brasileiras. O desafio, portanto, é o de que o “Brasil terá que introduzir um modelo de Estado eficiente nos serviços e investimentos em sua população, com a criação, ainda, de melhores condições para incorporar 12 milhões de empregos perdidos.

Dados do IBGE revelam que perto de 18 milhões de pessoas estão fora do mercado de trabalho, mas poderiam começar a trabalhar. Isso equivale a 10,7% do contingente total de 166,3 milhões de pessoas em idade de trabalho.

pedro.ribeiro

Previous ArticleNext Article
Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal