Picler decreta “silêncio obsequioso” quando perguntado se concorrerá ao Senado

Pedro Ribeiro


Aroldo Murá

 

Ao mesmo tempo, costuma dizer que se fosse

dar ouvidos a rumores, não teria chegado onde chegou

Wilson Picler, bacharel e Mestre em Física, doutorando na área, pela Unicamp, é um enorme diferencial na política paranaense. A começar pelo fato de que só tentou uma eleição, anos atrás, depois de estar consolidado como empresário de porte nacional: sua Uninter é o décimo maior grupo educacional do Brasil, com 300 mil alunos entre presencial e a distância. Tem 500 polos espalhados no Brasil e exterior.

Nas vezes que tentou mandato eletivo, conseguiu primeira suplência de deputado federal, mandato quer exerceu com alta produtividade. Empunhou a bandeira da educação, com bons resultados. Ajudou, por exemplo, a fortalecer o Pró-Uni. Bolsonarista que nunca escondeu suas escolhas, professor Picler vem sendo apontado insistentemente como candidato ao Senado pelo Patriotas, partido ao qual acaba de filiar-se. Mas ele, na verdade, não se coloca como candidato a nada, hoje. Isso sem descartar a possibilidade de concorrer em 2022. A cautela tem uma razão forte de ser: “é cedo para exposição eleitoral”, disse-me hoje, 22. Quando lhe indago se tem, como se propaga, o apoio do governador Ratinho Junior e a do presidente Bolsonaro para sua candidatura ao Senado, limita-se a um “vamos esperar e ver…”

SAINDO NA FRENTE

“Esse aparente “low profile” do empresário e educador tem motivos para ser”, aponta um dirigente de diretório estadual de forte legenda política, acentuando: “Picler sabe que sair na frente raramente pode garantir vitória. E sabe também que Bolsonaro e Ratinho podem até mesmo apostar em nomes como o de Ricardo Barros, que não esconderia sua pretensão de tentar a chamada câmara alta”. Barros, homem de sólida reputação como articulador político, não é o que se pode classificar de “bom de voto”.

Em apoio, mesmo que parcial a essa análise do dirigente político, que pediu anonimato, há o fato recente, fartamente anunciado, de encontro de Barros com Ratinho. Não foi mera visita de cortesia. No plano nacional, por exemplo, os jornalões já começam a indicar que o presidente Bolsonaro, mesmo sem ter aderido oficialmente ao Patriotas, já começou a mostrar seus preferidos para 2022, em Estados. Tem candidato ao governo do Piauí, por exemplo, onde o PT é o dono da bola há muitos anos.

DECISÃO COM FÉ

Acostumado a esperar e vencer dificuldades – Picler diz, categórico, que se entrega às mãos do Senhor. Como sempre o fez, desde quando partiu como menino pobre, com o irmão, para “fazer Curitiba”, estudar no Cefet, na UFPR e partir para a longa marcha que o colocou no comando da Uninter. Uma velha raposa da política local fez a seguinte observação hoje, 22, sobre o futuro político de Picler: “A mim me parece muito sintomático que o governo de Bolsonaro tem olhar de apoio a Picler. Se não, como ler a visita que fez à Uninter, há um mês, o ministro da Educação, que a Curitiba veio só para abraçar Picler pelos 25 anos da Corporação educacional?”

 

Aroldo Murá é jornalista

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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