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Por que a população aprova Ratinho Junior?

 Em conversas sobre política com amigos envolvendo o comando do executivo paranaense, sempre vem a observaçã..

Pedro Ribeiro - 02 de maio de 2019, 10:05

PR - DIPLOMACAO/PARANA - POLÍTICA -  O governador eleito no Paraná Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), vice-governador Darci Piana, os dois senadores eleitos Oriovisto Guimarães e Flávio Arns, além dos 31 deputados federais e 54 deputados estaduais são diplomados pelo Tribunal Regional Eleitoral nesta terça-feira (18), no Teatro Positivo em  Curitiba (PR).
Foto: Geraldo Bubniak/AGB
PR - DIPLOMACAO/PARANA - POLÍTICA - O governador eleito no Paraná Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), vice-governador Darci Piana, os dois senadores eleitos Oriovisto Guimarães e Flávio Arns, além dos 31 deputados federais e 54 deputados estaduais são diplomados pelo Tribunal Regional Eleitoral nesta terça-feira (18), no Teatro Positivo em Curitiba (PR). Foto: Geraldo Bubniak/AGB

 

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Em conversas sobre política com amigos envolvendo o comando do executivo paranaense, sempre vem a observação de que o governador Ratinho Junior ainda não disse a que veio e raros são aqueles que se arriscam a apostar no sucesso do seu governo. Nestes curtos debates, sempre vem o questionamento sobre suas ações em pouco mais de 100 dias de governo e que teria dobrado os joelhos à Assembleia Legislativa ao trazer para sua equipe, deputados e assessores ligados à casa, sem o cuidado de um filtro que possa sugerir o chamado balcão de negócios ou o toma la da cá.

Fora da vitrine, o governador paranaense, Ratinho Junior, segue a cartilha que fez pulsar sua alma durante a campanha e conquistou a maioria dos paranaenses nas urnas. A sociedade continua dando seu apoio por entender que não é em apenas 100 dias que se consegue trazer os resultados, as demandas de carência de um Estado literalmente saqueado pela corrupção, em especial na educação e na infraestrutura rodoviária.

Banhado de sensibilidade e ordem disciplinar, sem arrogância, intolerância ou ódio dentro da política que vem despertando a ira do fanatismo ideológico, Ratinho Junior segue sua toada sem provocar o debate desnecessário neste início de governo. Tem razão o chefe do Palácio Iguaçu quando prefere o silêncio às respostas que possam despertar o veneno tóxico dos usurpadores travestidos de democratas.

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Ratinho Junior tem deixado a discussão midiática para o presidente Jair Bolsonaro e as serpentes que habitam o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. Suas ações estão voltadas ao Estado do Paraná, onde tenta encontrar o momento do renascimento de um novo Estado.

Nestes debates, que ainda não ganharam as nervosas salas das universidades povoadas pela esquerda caricata em fim de feira, observamos que há, no entanto, falta de pulso como no exemplo do anúncio de reajuste da tarifa de água e esgoto em 12,13%, o que provocaria um desgaste político ao Palácio Iguaçu. Ratinho Junior se mantém silencioso sobre o assunto. Ou assumirá o ônus ou aguarda o momento certo para o grito. Ainda ninguém sabe qual posição tomará.

Em 100 dias de governo, depois de anunciar perto de 200 ações e alguns programas futuros, Ratinho Júnior fez duas grandes viagens ao exterior. Primeiro foi aos Estados Unidos, no Vale do Cilício a procura de parcerias tecnológicas e à China, onde pretende, também, ampliar os negócios com aquele país.

O governador não procura, neste momento, inflamar ânimos ou emoções, mas apenas o essencial, que é governando dentro dos princípios da ética e da verdade com honestidade de propósitos.

Servidores da educação, agentes penitenciários, Polícia Civil e outras categorias estão nas ruas reivindicando reposição salarial. A estas categorias, Ratinho Junior tem dito que não há recursos financeiros para atender a essas demandas no momento, mas que promete corrigi-las a partir da nova Lei de Diretrizes Orçamentárias encaminhada à aprovação da Assembleia Legislativa.

Nada promete para o momento, o que mostra sua responsabilidade para com as contas públicas e o respeito aos paranaenses.

Faço, no entanto, observações que deveriam ser levantadas em conta pela equipe de governo, pois se trata de análise, não minha, mas de quem lida no dia a dia com a política.

O sumiço de Ratinho Junior é uma estratégia correta e contribui com seu sucesso junto à população, notadamente quando há uma comunicação social eficiente que abastece a mídia com notícias caseiras, do dia a dia de um governo, principalmente aquelas em que têm repercussão social junto à população. Um combate rigoroso à violência e criminalidade, um controle de doenças como febre amarela, dengue e outras, investimentos para geração de empregos e busca de parcerias no governo federal.

Hoje seu prestígio pessoal é muito grande e, quem sabe, até maior que o prestígio como governador, pois está há apenas pouco mais de 100 dias no Palácio Iguaçu. Como disse, ainda é cedo para uma avaliação com lupa pela sociedade. Hoje ela vem lhe dando todo o apoio que precisa para governar.