Por que Bolsonaro se calou diante do guru de tarô?

Pedro Ribeiro


Muito estranho o silêncio dos milicos e do próprio presidente Jair Bolsonaro em relação ao astrólogo de tarô à distância, Olavo de Carvalho, que avisou, pelas redes sociais que iria derrubar “este governo de merda e de militares vendidos”.

Por que os generais de plantões, Hamilton e Heleno, não responderam as sérias ameaças feitas pelo guru da família Bolsonaro? Esta é a pergunta que se faz, diante de tanta ousadia de um velho gagá e falido.

Onde estava ou está o valente presidente Bolsonaro que se calou diante das intimidações, que mais parecem chantagem escancarada, onde acusa Bolsonaro de covarde e sustenta que derruba o governo?

O gabinete do ódio também se calou.

É claro que essa verborragia que tenta intimidar uma nação de mais de 210 milhões e em plena crise completa, ou seja, na saúde, na economia e na política, não passa de mais um achaque do astrólogo de araque. Isso observamos nas suas entrelinhas de ataque quando diz que está desamparado e que vai morrer de fome.

Sabem por que? O guru terá (ou teria) que pagar R$ 2,8 milhões ao lulista Caetano Veloso, em ação judicial.

Como, talvez, o valente presidente que vai a cavalo a manifestações como um Dom Quixote ou Brancaleone, tenha recusado a desembolsar dinheiro para seu guru, prefere engolir as ameaças, mesmo que elas deprimam a nação que lhe confiou em votos nas urnas.

Ao colocar o rabo entre as pernas e não mandar o guru para aquele lugar, como é costumeiro em seu linguajar, Bolsonaro estaria agindo como um efetivo estadista, diplomado nas melhores universidades do mundo ou como alguém que perdeu sua babá.

Com as crescentes manifestações de ruas contra seu governo em razão de seu pífio desempenho em relação ao combate à pandemia do coronavírus e mais ainda com a clara intenção de esconder os mortos pela Covid-19 e ainda não menos grave suas dúbias interpretações sobre democracia, talvez, o faça se despertar, pedir desculpas à nação e efetivamente governar.

Ninguém chama o presidente do meu país de covarde e fica por isso mesmo.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal