Por que Cida não reduz percentual dos 12% do ICMS estadual cobrados dos combustíveis?

Pedro Ribeiro

 

Governadora Cida Borghetti foi para a estrada, tirou self com caminhoneiros, mostrou simpatia, distribuiu sorrisos e disse “tamos juntos”. Pediu estudos a diretores da Agepar, a agência que regulamenta o pedágio no Estado, para liberar a cobrança da tarifa do eixo suspenso e, neste sábado, se reuniu com as forças de segurança do Estado para tratar dos reflexos dos protestos dos caminhoneiros. São Paulo saiu na frente e conseguiu eliminar, temporariamente, a cobrança do tal eixo.

A governadora, acertou em não aceitar a proposta ou medida do Governo Federal de colocar as mesmas forças nas ruas ou nas estradas pois, estaria, também, mostrando fraqueza a exemplo de Michel Temer que não consegue conduzir sequer uma greve que, a meu ver, parece justa. É claro que, agora, extrapolou e começa a prejudicar a população.

Até aí, tudo bem, acho que a governadora do Estado fez tudo certo e aproveitou, também, para ampliar sua campanha à reeleição com estratégias de marketing, possivelmente orientada pelo “aranha marrom”, o marqueteiro de luxo da sua campanha. Mas, na minha opinião, Cida Borghetti poderia ter feito mais, ou seja, reunir o menino Pedro Lupion, seu porta-voz na Assembleia Legislativa, para mobilizar a base de apoio do governo e reduzir percentual dos 12% cobrados do ICMS do óleo diesel e teria, aí sim, tomado uma decisão que viria, efetivamente, surtir efeitos junto ao bolso dos caminhoneiros e evitar danos à população paranaense.


Neste sábado, Cida disse aos responsáveis pela segurança do Estado: “Estamos preocupados com as questões humanitárias. Vamos intensificar o diálogo com os manifestantes para liberar produtos básicos para as famílias, como o gás de cozinha. Já temos a garantia do trânsito de medicamentos, insumos hospitalares, combustíveis para serviços médicos e de segurança. Precisamos também a circulação dos caminhões de lixo e de alimentos básicos.

Esperamos que a governadora obtenha sucesso junto aos manifestantes, porque até o momento, não sabemos para que lado ir.

Estiveram presentes os secretários da Segurança Pública, Júlio Reis, e da Comunicação Social, Alexandre Teixeira, a comandante da Polícia Militar, coronel Audilene e o chefe da Casa Militar e Defesa Civil, coronel Tortato. “Não podemos deixar as pessoas sem itens de primeira necessidade. É preciso ter bom senso nessa hora e continuar dialogando”, salientou a governadora.

Post anteriorPróximo post
Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.
Comentários de Facebook