Porto seguro de Ratinho Junior e as marolas que começam a se formar

Pedro Ribeiro

ratinho junior

A cada pesquisa, saltam os olhos dos principais assessores do governador Ratinho Junior, instalados no Palácio Iguaçu ou em secretarias e empresas governamentais periféricas. A última, no final de dezembro, que apontou mais de 70% de aprovação, levou esse pessoal a antecipar o brinde de fim de ano com o chefe. Não deve ter faltado, na festiva ocasião, dois ou três a lançá-lo como futuro candidato à Presidência da República.

Ratinho Junior parece não tem se envenenado pelo poder tóxico de Brasília onde, por duas vezes, foi deputado federal. Mas também é vaidoso ao ponto de não ter gostado das vaias programadas e recebidas durante evento com o presidente Jair Bolsonaro em Foz do Iguaçu. Suportou os gritos de “fora Ratinho” e determinou investigação sobre quem estava por trás de tamanha injustiça.

Nessa travessia de mar tranquilo, Ratinho Junior e sua equipe, parecem, no momento, não se preocuparem com possíveis ameaças em seu governo, segundo adiantam lentes que enxergam horizontes políticos turbulentos. Preferem pisarem apenas na terra fértil com raciocínios rasos.

Nas chicanas de maquinações que têm, como alvo, o Palácio Iguaçu, já despertou um ex-gigante adormecido: Roberto Requião. Caricato e fiel à esquerda bolivariana, o ex-governador mandou recado pela mídia que será candidato ao Palácio Iguaçu.

Analistas de plantão e engajados devem ter acomodado o chefe em festa de fim de ano, alertando que isso não deixa de ser mais uma manobra para manter o filho Requião Filho em confortáveis condições de disputar mais um mandado à Assembleia Legislativa, já que o pai sofreu uma dolorosa derrota há dois anos quando foi sucumbido nas urnas ao Senado Federal.

Requião, portanto, não seria ameaça. Em uma possível corrida ao Palácio Iguaçu, nomes como o do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, com o devido respeito às instituições republicanas submeteu-se ao mais rigoroso reste de paciência, tolerância e força de caráter, surge com musculatura. Moro, embora tenha cometido erros ao deixar o governo federal, sabe que não terá chances ao Palácio do Planalto, mas no Palácio Iguaçu.

O professor Oriovisto Guimarães é a surpresa paranaense no Congresso Nacional. Derrotou velhos e fortes políticos no Estado, se elegendo com mais de 3,5 milhões de votos ao Senado Federal. Em dois anos, bateu de frente com os leões da casa e foi escolhido o melhor senador do ano. Seria um forte candidato ao Palácio Iguaçu, mesmo porque e isto não é segredo, o professor não negocia e não tem amarras ideológicas.

O senador Alvaro Dias, que terá seu mandato encerrado em 2022, poderá querer encerrar sua trajetória política de sucesso no Palácio Iguaçu, onde já esteve e ficou reconhecido como um dos governadores que mais realizou obras, principalmente de infraestrutura rodoviária. Tem uma base política enraizada em praticamente todas as regiões do Estado.

Por fim, o deputado estadual Luiz Cláudio Romanellli, tem sido procurado por amigos para analisar a possibilidade de disputar um cargo executivo. Suas ações em defesa do Estado têm ganhado espaço na mídia principalmente em relação aos problemas da saúde com a pandemia do coronavírus e da nova concessão ao pedágio. Romanelli sempre está no centro do poder e é, portanto, um nome que deve ser respeitado.

Até 2022 poderão surgir novos nomes para disputar com Ratinho Junior e um deles é de seu maior aliado, hoje, o prefeito Rafael Greca, cujo sonho é cantar o hino paranaense na sacada do Palácio Iguaçu. Tudo pode.

Previous ArticleNext Article
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
[post_explorer post_id="737226" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]