Processo de Richa vai à Justiça Eleitoral e ex-governador poderá se candidatar a deputado federal

Pedro Ribeiro

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Com decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, relator do processo chamado de Integração e Rádio Patrulha, que envolve o ex-governador Beto Richa, tais processos passam agora para a Justiça Eleitoral.

Como o processo vai para a Justiça Eleitoral, o ex-governador Beto Richa terá tempo suficiente para voltar à política e, pelo que se comenta, será candidato à Câmara Federal com pretensões para voltar ao Palácio Iguaçu.

A decisão foi da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento começou no dia 13 e terminou na noite desta sexta-feira (20).

Para que os processos fosse à esfera da Justiça Eleitoral, os advogados se basearam em decisão do STF, efetivada em março de 2019, onde determina que a Justiça Eleitoral teria competência para julgar crimes comuns que tenham relação com crimes eleitorais.

Há elementos de prova que apontam para a existência de indícios de crimes de caixa dois desde o início das investigações, de modo que se trata de mais um caso de manipulação indevida das regras de competência, escreveu o ministro Gilmar Mendes em seu voto.

O ministro Ricardo Lewandowski acompanhou o relator, formando maioria de dois votos a zero, já que o ministro Edson Fachin não votou.

Para lembrar, a Operação Integração foi conduzida pela força-tarefa da Lava Jato, do Ministério Público Federal (MPF), em Curitiba que investigou um esquema de corrupção nos contratos de pedágio envolvendo agentes públicos e concessionárias, entre 1999 e 2018.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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