Projetos nas mãos de ambientalistas que travam o desenvolvimento do Paraná

Pedro Ribeiro


Construção da linha de transmissão na região dos Campos Gerais – projeto Gralha Azul – licitação da Faixa de Infraestrutura para a instalação do porto privado em Ponta do Paraná e Ponte na Baia de Guaratuba, são algumas das obras que tem, hoje, forte influência de Ongs, institutos ambientais e Ministério Público, que impedem o desenvolvimento regional da infraestrutura paranaense, além da geração de emprego e renda.

Enquanto na região Oeste do Estado o manto protetor da Itaipu desenha projetos arquitetônicos de desenvolvimento em áreas de infraestrutura como rodovias, ferrovias, pontes de transposição de grandes rios, como a do Rio Paraná, e sistema de transporte aero, com construção e reformas de aeroportos, na região Sul, nos Campos Gerais, o mapa do Estado está, literalmente, nas mãos de empresários e organizações não governamentais, amparadas por decisões do Ministério Público, que travam o desenvolvimento da região.

Com investimentos previstos de R$ 2 bilhões, a Engie Brasil Energia (hoje Gralha Azul Transmissão de Energia S.A) inicia uma batalha na justiça para a construção de linhas de transmissão localizada na região de São Luiz do Purunã, distante 40 quilômetros e Curitiba.

O empreendimento foi paralisado por uma liminar concedida pela justiça do Estado depois que de ONGs terem movido uma ação civil pública questionando a validade dos estudos de impacto ambiental das linhas que passariam por áreas como a Escarpa Devoniana.

A empresa sustenta que o traçado é resultado de dois anos de estudos e que foi avaliado por todos os órgãos representativos da defesa do meio ambiente, inclusive Funai, Fundação Palmares e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Segundo o diretor da Engie Brasil Energia, Marcio Neves, foram desviados 100% das unidades de conservação, das reservas particulares de patrimônio natural de mata nativa.

Há quem sustente que um grupo de empresários curitibanos, ligados ao meio ambiente, possui propriedades na região e travam qualquer tipo de investimentos na área em nome a preservação do meio ambiente tendo, como carro-chefe, a Escarpa Devoniana.

Em entrevista ao Valor Econômico, o empresário e diretor do Grupo Positivo, Giem Guimarães, afirma que há um movimento no local muito forte de defesa da Escarpa Devoniana. Ele questiona: “ como uma empresa vem se instalar por 30 anos e ignora os nossos símbolos e o que az parte da identidade e da cultura local?. Há uma falta de leitura gravíssima”, pontua.

Guimarães é diretor do Observatório de Justiça e Conservação, também está ligado ao travamento da construção da Faixa de Infraestrutura de Pontal do Paraná onde seria instalado um porto privado ligado ao empresário João Ribeiro.

A licitação da execução da Faixa de Infraestrutura em Pontal do Paraná está aguardando definição do Superior Tribunal de Justiça (STJ) quanto a uma licença do Instituto Água e Terra, ação motivada por contestação do Ministério Público. O julgamento do STJ está previsto para esta quarta-feira (21).

A licitação dos estudos ambientais e projetos de engenharia da Ponte de Guaratuba também sofreu um revés temporário, motivado por ação do MP, mas contestando a contração simultânea da parte ambiental e executiva. A licitação foi anulada e uma nova já está em andamento, para contratação exclusivamente dos estudos ambientais e anteprojeto.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal