Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
Compartilhar

Que desastre, governador Beto Richa

 Enquanto Beto Richa é preso e sofre todas as pressões, seu primo distante, Luiz Abi, um de seus operadores ..

Pedro Ribeiro - 25 de janeiro de 2019, 10:01

Foto: Francielly Azevedo/Paraná Portal
Foto: Francielly Azevedo/Paraná Portal

 

ANÚNCIO

Enquanto Beto Richa é preso e sofre todas as pressões, seu primo distante, Luiz Abi, um de seus operadores financeiros continua foragido no Libano. Richa vai se encontrar, depois de quatro meses, com seu leal escudeiro, Deonildon Roldo, que também está preso no Complexo Médico Penal.

Preso e sem foro privilegiado, a situação do ex-governador do Paraná, Beto Richa, se complica cada vez mais selando, de vez, a carreira política do filho do ex-governador José Richa, um dos mais destacados políticos da recente democracia brasileira. A prisão preventiva foi decretada pelo juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba. O magistrado também determinou a prisão do contador Dirceu Pupo Ferreira, homem de confiança de Richa.

Beto Richa é protagonista da Operação Integração, que investiga os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa na concessão de rodovias federais, no chamado Anel da Integração.

Também pesa em seus ombros, denúncias de corrupção no âmbito da Operação Quadro Negro, um desdobramento da Lava Jato, que desviou mais de R$ 20 milhões que eram para ser investidos na construção de escolas públicas no Estado. O ex-governador é investigado na operação Radiopatrulha, que o levou para prisão por quatro dias.

No caso da Operação Integração, os procuradores do Ministério Público Federal afirmam que Richa recebeu pelo menos R$ 2.7 milhões em propinas pagas em espécie pelas concessionárias de pedágio no Paraná. Tais pagamentos foram identificados após a deflagração da segunda fase da operação Integração – que prendeu Pepe Richa, irmão do ex-governador

ANÚNCIO

No despacho, o juiz diz que “no presente caso, que envolve sofisticado esquema criminoso de longo tempo de duração, irrigado por grande volume de dinheiro pago pelos usuários que deveria ser aplicado nas rodovias federais no Paraná, entendo presentes os requisitos que determinam a prisão preventiva de Carlos Alberto Richa e Dirceu Pupo Ferreira, agentes de relevo dentro do esquema criminoso investigado, que segundo elementos apresentados pelo MPF atuaram de forma deliberada com o intuito de turbar as investigações”, afirmou o juiz Ribeiro na decisão.

A Operação Integração foi a primeira fase da Lava Jato em 2018. Por ordens do então juiz federal Sérgio Moro, a PF prendeu o diretor-geral do DER, Nelson Leal Júnior, e o diretor-presidente da Econorte, Helio Ogama.