Queda de braço entre Feder e Leão vai sobrar para Ratinho Junior

Pedro Ribeiro


 

O governador Ratinho Junior terá uma semana difícil pela frente com a queda de braço entre a Secretaria da Educação e a APP Sindicato que representa os professores com volta às aulas. Enquanto o secretário da Educação, Renato Feder, afirma que centenas de alunos da rede estadual voltam gradativamente às aulas presenciais, a partir desta segunda-feira, o presidente da APP Sindicato, Hermes Leão, sustenta que a  retomada das aulas presenciais no Paraná nesse momento vai causar, inevitavelmente, o aumento de casos, internamentos e mortes por Covid19.

Leão afirma que o governador Ratinho Junior está tentando transferir para prefeitos e diretores de escola, a responsabilidade de uma decisão equivocada sobre a volta às aulas presenciais

Para o retorno às aulas presenciais, a Secretaria da Educação adotou o modelo híbrido de ensino, em que parte dos alunos participa das aulas presencialmente, em sala de aula, enquanto a outra parte acompanha remotamente as aulas ao vivo. Os espaços estão equipados com computadores e internet, possibilitando que os professores interajam com ambos os grupos de estudantes.

Feder observa que as escolas estaduais seguirão um protocolo de segurança, garantindo distanciamento de 1,5 metro entre os estudantes. Também será disponibilizado álcool em gel, máscara e termômetros para aferir a temperatura de alunos e funcionários na entrada do colégio.

O cientista Lucas Ferrante também observa que o Governo Ratinho Junior vacinou apenas 16,5% da população e a volta às escolas só é relativamente segura com 70% das pessoas imunizadas. Qualquer relaxamento no distanciamento social nesse momento terá impacto 15 dias depois nos hospitais. Os alertas foram feitos pelo cientista Lucas Ferrante, na plenária virtual realizada pela APP-Sindicato, no começo da noite desta quinta-feira (6). Ele apresentou a atualização do estudo “Avaliação da Pandemia de Covid19 – Medidas Necessárias para Controle da Pandemia”.

O estudo foi realizado por pesquisadores(as) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de São João Del Rei e Universidade Federal do Amazonas. As análises e recomendações se baseiam no modelo computacional SEIR (Susceptíveis-Expostos-Infectados-Recuperados), que considera dados epidemiológicos, taxas de vacinação e mobilidade urbana da população de dez cidades: Curitiba, Foz do Iguaçu, Cascavel, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Guarapuava, Toledo, União da Vitória e Francisco Beltrão. “Para nenhuma delas, o modelo aponta a possibilidade de relaxamento de medidas restritivas”, afirmou Ferrante. “Não é o momento de aumentar a circulação urbana”, observou.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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