Querem ferir meus direitos com quebra do sigilo do voto

Pedro Ribeiro

Na Cúpula do Clima, Bolsonaro promete duplicar recursos para fiscalização ambiental

Enquanto o Brasil pede socorro nestes tempos amargos, vivendo uma tragédia sem precedentes com perto de 500 mil mortos pela covid-19, resultando numa grave crise sanitária, social e econômica, o presidente Jair Bolsonaro levanta uma bandeira morta, a do voto impresso, numa demonstração típica de retrocesso democrático.

O sucesso do voto eletrônico no Brasil chamou a atenção do mundo, em especial dos países desenvolvidos que aprovaram a iniciativa também como avanço democrático.

As urnas eletrônicas, introduzidas no país há mais de 20 anos, fez com que o Brasil se tornasse referência mundial, dando resultados das eleições momentos após o encerramento das votações e sem qualquer risco de fraude, como insinua Bolsonaro, eleito pelo voto direto nas urnas eletrônicas.

A volta do voto secreto não é prioridade no Brasil. No momento, serve para atender interesses pessoais do presidente. Voto impresso é voto de curral nos grotões do País, punem territórios dominados pelo crime, seja por traficantes ou por milícias.

Desde que o voto eletrônico foi implantado sempre houve acompanhamento paralelo de apuração por sites. Mesmo que haja eventual possibilidade de fraude, ela se torna muito menor diante do voto impresso. Hoje o sistema da urna eletrônica tem mecanismos seguros de redução da possibilidade de fraude.

Não é mais como no tempo da Proconsult, quando ainda se engatinhava na era cibernética, em que se tentou fraudar a primeira eleição de Leonel Brizola como governador do Rio. A tentativa de fraude foi grosseira e desmascarada.

Também não podemos comparar aquela época com a de agora, apesar do grande número de hackers que conseguem eventualmente entrar em sistemas como se tentou na última eleição.
O próprio sistema hoje de votação por urna eletrônica tem dispositivo que bloqueia e interrompe o processo quando se detecta qualquer tentativa de invasão.

Segue um roteiro de desacreditar a democracia e o sistema de votação do País, como tentou o presidente dos EUA, o seu principal líder e mentor. Mesmo sendo sistema de voto impresso lá. A questão do voto impresso é apenas pano de fundo, atende a interesses de propósito que não devem ser os mais honestos.

Não há regime democrático, sem respeito ao resultado das urnas.

Previous ArticleNext Article
Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
[post_explorer post_id="768702" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]