Ratinho Junior, a puxada de cobertor e o primeiro passo para o sucesso

Pedro Ribeiro

 

Foi sábia e surpreendente a manifestação de agradecimento do  governador do Estado, Ratinho Junior, ao seu pai, o comunicador Ratinho, quando creditou a ele a educação que teve no seio da família e o estímulo ao trabalho desde a infância e adolescência.  “Toda manhã ele chegava no meu quarto e puxava meu cobertor e dizia: levanta rapaz que isto não é hora de homem estar na cama. Hoje quero agradecer vocês, pai, por ter tirado o meu cobertor”.

Talvez tenha razão o filho quando disse que se não fosse ele, o pai, não teria traçado o destino que percorreu até chegar ao Palácio Iguaçu aos 37 anos de idade. Sem, antes, passar pela formação universitária e ter se tornado um dos mais jovens deputados do país, com assento na Assembleia Legislativa do Estado, na Câmara Federal e também como gestor da Secretaria de Desenvolvimento do Estado.

Me lembro da frase do empresário Antonio Ermírio de Morais, dono do Grupo Votoran, que já milionário disse que nunca criou seus filhos com o conforto do ar condicionado ou da calefação para que dessem valor ao trabalho.


Essa ação diária de Ratinho, ainda pobre, poderia não ser confortável ao menino, mas deveria saber que, educando dessa forma, o estava preparando para o futuro.

Ratinho agiu com maturidade, equilíbrio e senso de responsabilidade. O filho aceitou as condições e hoje pode, sim, afirmar que essa educação o fez crescer e transformar em um homem maduro que tem, em suas mãos, o destino de perto de 12 milhões de pessoas.

Para tudo sempre há um começo, mesmo o de um cobertor sendo puxado da cama em noites gélidas dos invernos de Jandaia do Sul ou de Curitiba.

Como diria Mao Tse Tung, sem que dele se aproprie o viés ideológico, quando lhe perguntaram como foi que ele iniciou a Grande Marcha de mais de mil quilômetros na China para derrubar a dinastia de Chanh Kai Sehk.

“Foi dando o primeiro passo”, respondeu ele.

No caso de Ratinho Junior, pode ter sido a primeira puxada de cobertor que seu pai deu. Que os 12 milhões de paranaenses não fiquem descobertos.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.
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