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Ratinho Junior antecipa pressões com proposta de reajuste de 3%

O governador Ratinho Junior antecipou possíveis pressões políticas de início de ano para dezembro, ao propor aumento de ..

Pedro Ribeiro - 12 de dezembro de 2021, 10:12

O governador Ratinho Junior antecipou possíveis pressões políticas de início de ano para dezembro, ao propor aumento de salário de 3% para os servidores públicos. A matéria já está na Assembleia Legislativa para ser votada.

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Os professores já marcaram greve para março, enquanto policiais civis estão com os nervos à flor da pele e contestam o que chamam de irrisória a proposta de reajuste salarial. A Polícia Civil está morrendo no Paraná, alertam.

Com anúncio de reajuste em dezembro, o Executivo estadual ganha tempo para discutir com professores e servidores a partir de março de 2022. Por enquanto, é o que tem. E fim de papo, vamos partir para festejar o Natal, a redução do número de pessoas infectadas e mortas pela covid. E, é claro, a passagem de ano.

Está nas pautas de votações das sessões desta segunda-feira o projeto de lei complementar 12/2021, de autoria do Poder Executivo, que institui reajuste salarial aos professores do Estado. A proposição altera as Leis Complementares n° 03/2004 e n° 123/2008, que dispõem sobre o Plano de Carreira do Professor e o Quadro de Funcionários da Rede Estadual de Educação Básica do Paraná.

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A proposta do Executivo institui um incremento de 48,7% em relação ao atual piso salarial em vigor no Estado (R$ 3.730) para 40 horas/aulas semanais. A medida vai beneficiar mais de 22,4 mil profissionais em começo de carreira, entre servidores efetivos e temporários, além de ter reflexo na remuneração dos demais docentes que pertencem a outras classes salariais.

Parece ser na educação, além da saúde, um dos grandes problemas do ano que vem, não apenas dos governos estaduais mas e, principalmente do federal.

A partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, o movimento Todos pela Educação conseguiu traduzir em números uma catástrofe mais do que anunciada.

Cerca de 244 mil crianças e adolescentes com idade entre 6 e 14 anos estavam fora da escola no segundo trimestre deste ano, um crescimento de 171,1% em relação ao mesmo período de 2019. Isso significa que 1% deles não estava matriculado em nenhuma instituição, ante 0,3% em 2019.

É a maior taxa dos últimos seis anos. No Ensino Fundamental ou Médio, a taxa de atendimento dos estudantes recuou de 98% em 2019 para 96,2% neste ano, a pior desde 2012. As informações estão no editorial deste domingo do Estadão.