Reações no cenário político com candidaturas de Moro e Dallagnol

Pedro Ribeiro

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– O procurador da República Deltan Dallagnol, (Foto: Theo Marques/Folhapress)

As candidaturas de Sergio Moro à Presidência da República e de Deltan Dallagnol à Câmara Federal, provavelmente pelo Podemos, não é tão confortável como sinalizam os simpatizantes da dupla Lava Jato. Certamente haverá reação no cenário eleitoral como uma espécie de acerto de contas entre investigadores e investigados, segundo pontua o Estadão.

A reação mais tóxica deverá vir por parte da militância petista e dos juristas que, por anos, lutaram na Justiça contra as ações do Ministério Público que levaram o ex-presidente à cadeia., depois de condenado pelo então juiz Sergio Moro. O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou suas condenações e ainda considerou suspeitas todas as ações de Moro contra o ex-presidente.

Alerto há alguns anos para a politização da persecução penal. A seletividade, os métodos de investigações e vazamentos: tudo convergia para um propósito claro – e político, como hoje se revela. Demonizou-se o poder para apoderar-se dele. A receita estava pronta”, escreveu o ministro do STF Gilmar Mendes, na sexta-feira, 5, no Twitter. Gilmar foi o magistrado que estendeu a decisão relativa à parcialidade de Moro a outros casos envolvendo Lula.

Desde a prisão do ex-presidente, dirigentes do PT acusam Moro, Dallagnol e a Lava Jato de perseguir Lula e o partido. Agora, com a possibilidade de entrada dos dois no mundo político, a artilharia contrária só aumentou.

A tal força-tarefa era um partido político Que surpresa’, ironiza Haddad

A tal força-tarefa, afinal, era um partido político. Que surpresa”, ironizou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que assumiu a vaga de Lula na disputa presidencial de 2018, quando ele foi preso.

Batata! Moro e Dallagnol concorrendo às eleições, nenhuma surpresa para quem sabe que se esconderam atrás da toga e do MP (Ministério Público) para fazer política e perseguir adversários políticos”, acrescentou a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. A deputada federal foi investigada pela Lava Jato e pode enfrentar Dallagnol, em 2022, na disputa por uma vaga para a Câmara, uma vez que também é do Paraná.

Do outro lado, Moro e Dallagnol não escondem insatisfação com o retrocesso que o combate à corrupção vem sofrendo no País. Defender o legado desse trabalho de investigação foi um dos motivos alegados pelo então juiz para entrar na política. (Estadão).

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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