Reforma da previdência beneficiará políticos e funcionários públicos

Pedro Ribeiro


 

O governo, mais uma vez, engana o povo com comercial na TV sobre privilégios na reforma da Previdência. Dois jovens perguntam se a reforma atingiria os servidores públicos da mesma forma como atingirá os demais trabalhadores? Entra em cena uma moça, bem vestida, que tenta transmitir segurança a todos os brasileiros, sustentando que a reforma da Previdência trata todos os trabalhadores de igual para igual.

Bem, não é isso o que estamos observando nas discussões no Congresso Nacional. Uma série de categorias continuará a ser privilegiada com regras mais brandas, como políticos e servidores públicos. Em diferentes ocasiões, o relator e representantes do governo têm destacado pontos que serão comuns à maioria dos brasileiros caso a proposta seja aprovada pelo Congresso, como a limitação do valor da aposentadoria ao teto do INSS (R$ 5.531,31). Mas outros aspectos da reforma não se aplicam de fato a todos.

Um deles é a regra de transição. Segundo analistas ouvidos pelo Estadão, embora a reforma preveja que os políticos seguirão as mesmas exigências de idade mínima de 65 anos e tempo mínimo de contribuição de 25 anos, isso só valerá para os novos eleitos. Para conduzir os que hoje exercem mandato ao novo modelo, o texto diz que os próprios políticos deverão propor e aprovar sua regra de transição, só que não há prazo para isso. Até lá, eles continuam com as regras atuais: 35 anos de contribuição e 60 anos de idade.pedro.ribeiro

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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