Requião quer a vaga do Senado na marra

Pedro Ribeiro


 


O
ex-senador Roberto Requião (MDB), que acaba de se despedir do Senado Federal (não se reelegeu nas últimas eleições), quer assumir o lugar do senador eleito, Flávio Arns, da Rede). Jornalista Ronildo Pimentel escreve em sua coluna de hoje (CabezaNews) que Flávio Arns (Rede) não pode assumir a cadeira a partir de 1º de fevereiro de 2019. Este é o entendimento do senador Roberto Requião (MDB), que entrou com ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) pedindo a cassação da diplomação de Arns, que teve as contas de quando foi secretário estadual de Educação (de 2011 a 2014) reprovadas pelo Tribunal de Contas (TC-PR). Isto, na visão de Requião, caracterizaria improbidade administrativa.

Além de Arns, que recebeu 2,3 milhões de votos, os paranaenses também elegeram Professore Oriovisto (Podemos), com 2,9 milhões de votos. Requião ficou em terceiro com 1,5 milhão dos votos válidos.


A defesa de Requião informa, segundo o Poder 360, que ele não tem interesse processual pela “condição de candidato não eleito, mas sim pelo dever que assiste a qualquer cidadão de comunicar tão graves irregularidades à Justiça Eleitoral para que sejam adotadas as providências cabíveis na preservação da higidez da democracia brasileira”.
Se a liminar for indeferida, os advogados de Requião pedem, em decisão posterior, que, caso Arns tome posse, seja cassado seu mandato, anulando os votos e declarando sua inelegibilidade. Se isso ocorrer, Requião assume a vaga do Senado.
Na campanha eleitoral deste ano, tramitava no TCE, um processo de prestação de contas sobre convênio realizado entre a Secretaria de Educação do Estado e o município de Honório Serpa, no período em que Arns era titular da pasta. Em 5 de setembro de 2018, o órgão reprovou as contas da secretaria, incluindo o nome de Arns na lista de agentes públicos com contas julgadas irregulares.
(Com Ronildo Pimentel)

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal