Ricardo Barros, o ator e protagonista da política paranaense

Pedro Ribeiro


Domingo, dia cinco, termina o prazo para as convenções homologarem os candidatos às eleições para a Presidência da República, governos estaduais, assembleias legislativas, Câmara Federal e Senado. Fecha-se a cortina. No Paraná, a semana política está sendo punk. Muda o cenário a cada minuto da peça. Um jogo de xadrez para especialistas.

O principal ator e protagonista desta primeira etapa das eleições, antes mesmo das urnas, o deputado federal Ricardo Barros, tem tentado acertar a biruta, cujos ventos sopram para todos os lados. Incansável, não desiste, mesmo sabendo que é o terceiro na fila, mas que pode decidir quem assume a cadeira do terceiro andar do Palácio Iguaçu no dia primeiro de janeiro de 2019.

Barros entende do assunto, parece não se preocupar com a bagunça que virou a política nesta semana. O grupo de Roberto Requião não conseguiu colocar aliança no dedo de Osmar Dias e o deputado federal, João Arruda, coloca uma pá de cal na candidatura de Osmar, com estilhaços na candidatura de Cida Borghetti. Ratinho Junior assiste de camarote.

O jovem deputado federal bateu no peito e disse: “sou candidato ao Governo do Estado pelo MDB e vamos vencer as eleições”. Requião aprovou. Osmar Dias quase joga a toalha e até poderá jogar no dia quatro ou cinco, dia da convenção do seu partido, o PDT.

Todas essas manobras não abalaram Ricardo Barros que remonta o que aconteceu em 2010, quando a chapa do candidato Beto Richa tinha o hoje presidente do Podemos, Augustinho Zuchi na vice e o hoje candidato do PDT Osmar Dias e o ele, Ricardo Barros, ao Senado. Ou seja, este filme já vimos.

Barros também lembra que em 2104 Beto Richa tentou um vice do PMDB e perdeu na convenção. Ratinho Junior, segundo Barros, recusou a vice após longas negociações e Cida Borghetti virou vice na véspera do prazo final. Porque neste ano se espera que seja diferente? Bem , a pergunta não é minha e sim, de Barros, que responde: Tudo acontecerá no último prazo, até porque a convenção de Osmar Dias era dia 4 a tarde e o prazo final e dia 5. Este ano a ata vai ir meio eletrônico 24 horas depois do prazo final e não cinco dias depois como antes.

Esta é a política paranaense. Cheia de surpresas, até os 45 minutos do segundo tempo.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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