Romanelli sugere comissão de transição para gerir o atual pedágio

Pedro Ribeiro

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Dentro de um conceito de gestão pública que prega a verdade, limpa e pura, quando se trata de atender às demandas e as expectativas da sociedade paranaense, o deputado estadual, Luiz Cláudio Romanelli, tem se mostrado como um dos atores mais combatíveis dos últimos anos na missão de construir um novo modelo de pedágio e eliminar as arestas do atual que, durante 24 anos, vem sangrando os usuários, em especial o setor de transportes de cargas. O parlamentar defende uma comissão de transição para gerir o atual pedágio.

À frente da Comissão Parlamentar sobre o Pedágio, da Assembleia Legislativa, que há mais de um ano vem lutando contra o teatro político desenhado a partir do Ministério da Infraestrutura, numa autêntica sabotagem ao povo paranaense, onde tentam empurrar um modelo de pedágio pernicioso, Romanelli levanta a voz, avalizada pelo governador Ratinho Junior: “queremos um pedágio com tarifas baixas e a realização de obras de infraestrutura rodoviária em todas as regiões do Estado”.

Embora, aparentemente, tenha avançado em relação a este novo modelo, com o despertar do presidente Jair Bolsonaro pela causa paranaense, Romanelli mantém as luzes das discussões acesas. Ao lado de seus parceiros da Assembleia Legislativa, participou de 17 audiências públicas em todo o Estado na discussão de um modelo eficiente e que beneficie os paranaenses. Juntos, nesta batalha, está o setor produtivo paranaense representado pelo G7 que desenhou um modelo que beneficia os usuários.

Não podemos, jamais, dar as costas para a sociedade e permitir que inviabilizem o agronegócio paranaense e comprometa o futuro econômico e social do nosso Estado”, pontua o parlamentar que busca, agora, uma saída ao Governo do Estado para o final do contrato das atuais concessões que termina dia 27 de novembro.

Uma coisa é certa. Essas rodovias federais e estaduais não podem ficar sem manutenção. A melhor alternativa é que cada um assuma sua responsabilidade. Alternativamente, poderia ser estudada uma concessão de transição para que o DER-PR assuma o pedágio com uma tarifa de manutenção”, sugere Romanelli.

Segundo seus cálculos e com base no balanço das atuais concessionárias, uma tarifa para veículos leves de R$ 3,50, e R$ 2,90 para o eixo de caminhão, daria uma receita suficiente para manter essas estradas em absoluta ordem. Por outro lado, as atuais concessionárias estão deixando o asfalto quase no osso, três meses de safra e chuva fazem um baita estrago, prevê

O DESAFIO DE RATINHO JUNIOR

O governador Ratinho Junior foi taxativo ao afirmar, nesta sexta-feira, ao afirmar que esse formato (pedágio) que tanto mal fez ao Estado não fica um segundo a mais no Paraná. Se a concessão não estiver definida até 27 de novembro q7uan do se encerra o contrato com as concessionárias, o Estado vai ser responsável pelos serviços, pela manutenção das rodovias até que as novas empresas passem a operar legalmente.

Ratinho Junior falou alto também quando disse: “O Paraná foi, desculpa a expressão, estuprado durante 24 anos com esse modelo de pedágio. Eu não vou mais admitir isso, nem a população”, disse.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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