Se você é do agronegócio e quer comprar um carro, não precisa de dinheiro

Pedro Ribeiro


O “escambo”, que, segundo historiadores surgiu há mais de 10 mil anos com o surgimento da agricultura e criação de gado, está voltando em pleno século 21. Essa troca de trabalho ou mercadorias por dívidas surge agora por iniciativa da Toyota que anunciou, na quarta-feira, a aceitação de sacas de milho e soja para a compra de carros, principalmente os utilitários SW4, Corola Cross e picape Hilux. É bem provável que o termo escambo tenha sido trocado por “barter” que significa transações baseadas na troca de mercadorias, sem o uso de moeda, e frequente no agronegócio.

Reportagem da Folha Press, publicado no Paraná Portal, mostra que o programa já funciona em concessionárias da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí e Tocantins. A empresa pretende expandir para outros estados, incluindo São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Para conseguirem comprar os carros, os agricultores precisarão apresentar certificações ambientais de produção rural.

De acordo com a montadora japonesa, o canal existia como projeto piloto desde 2019, mas agora foi lançado oficialmente. O setor do agronegócio responde por 16% das vendas diretas da marca.

O grupo Stellantis, que abrange as marcas Fiat, Jeep e Ram, tem desde maio uma linha de vendas do tipo barter em fase piloto, pensado para abranger 1.200 produtores de soja nos estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Bahia, Paraná e Pará.

Da Fiat, podem ser comprados o furgão Fiorino e as picapes Toro e Strada. Já a Jeep permite a compra dos utilitários Renegade, Compass, Wrangler e Grand Cherokee -os dois últimos são importados.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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