Sem auxílio emergencial estômago do pobre roncará ainda mais de fome

Pedro Ribeiro


Ao lembrar que quem não defende o auxílio emergencial do governo federal, que destina R$ 600 a famílias vulnerais vítimas da pandemia, “é porque nunca sentiu o estômago roncar de fome”, o deputado Luiz Cláudio Romanelli injeta gasolina e inflama a discussão.

Em reunião com prefeitos, o parlamentar que já ganhou o apelido de “Posto Ipiranga” no Centro Cívico, disse que os auxílios são para pessoas que precisam e é fundamental para a pessoa conseguir manter de forma digna a sua vida e alimentação saudável da sua família.

A equipe de economia do governo federal vem alertando que não haverá prorrogação do auxílio emergencial em 2021, pois a medida traria custos extras aos cofres públicos.

Enquanto isso, o Ministério da Defesa gasta mais de R$ 15 milhões com compra de alimentos que tem, entre outros, itens dispensáveis como chiclete e leite condensado. Em resposta à esta denúncia, o presidente Jair Bolsonaro novamente colocou a culpa na imprensa maldita.

Para a Confederação Nacional dos Municípios, a não recuperação dos postos de trabalho, requer a manutenção dos benefícios (auxílio emergencial), considerados cruciais para milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade e um fôlego para a combalida economia, promovendo maior circulação de recursos e a consequente geração de impostos

POVO PRECISA COMER

“Nós sabemos que a continuidade do auxílio é um desafio, ao mesmo tempo estamos vivendo um tempo de economia de guerra. O governo federal tem que tomar as medidas que são necessárias e o ministro Paulo Guedes (Economia) não pode ficar insensível a essa questão”, disse Romanelli.

O deputado avalia que apesar desta situação no campo nacional, o presidente Jair Bolsonaro deve enquadrar o ministro da Economia para que pague o auxílio. “O povo precisa comer, o auxílio emergencial é fundamental para a população que está desempregada, que tem renda muito baixa. É fundamental manter o auxílio emergencial e eu espero que o governo federal tenha juízo, para poder fazer isso”.

De acordo com a Caixa Econômica, o governo federal desembolsou R$ 13,2 bilhões com o pagamento dos benefícios em todo o Paraná. O auxílio atendeu trabalhadores informais e de baixa renda, microempreendedores e beneficiários do INSS como ajuda para amenizar os impactos econômicos causados pela covid-19.

 

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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