Senador Oriovisto Guimarães defende redução da carga tributária e “custo Brasil”

Pedro Ribeiro


O Congresso Nacional lançou, nesta quarta-feira (30), a Frente Parlamentar Mista Pelo Brasil Competitivo (FPBC). Os mais de 200 parlamentares membros do grupo terão como presidente o deputado Alexis Fonteyne (NOVO-SP) e como vice-presidente o senador Oriovisto Guimarães (PODE-PR).

A Frente é uma grande ideia, por isso aceitei de imediato ser vice-presidente deste grupo. Espero que o trabalho ganhe força. Precisamos acreditar em nós mesmos, na nossa organização, no nosso povo, na educação, na indústria, na agricultura. E somos nós, o povo, que realmente produzimos as riquezas, os serviços e tudo que o Brasil precisa”, enalteceu o senador Oriovisto, por meio remoto, durante o evento de lançamento.

A Frente vai priorizar as reformas tributária e administrativa, além de focar em projetos que melhorem o ambiente de negócios, como a qualificação profissional, a segurança jurídica e a infraestrutura, para conseguir equalizar o “custo Brasil” junto a outros países produtores.

Precisamos de ideias que simplifiquem, que não aumentem a carga tributária e que diminuam cada vez mais a burocracia. Acho que não é possível pensar em diminuir a arrecadação do governo, com as finanças públicas do jeito que estão, mas espero que não aumente a carga tributária.

O aumento de impostos é o primeiro passo para mais ineficiência administrativa por parte do governo”, defendeu o vice-presidente da Frente. Ainda em seu discurso, o senador Oriovisto lembrou das diversas tentativas sem sucesso de se aprovar uma reforma tributária no Brasil e pontuou que a atual proposta em tramitação no Congresso vem com um aumento da carga tributária total. “Ela precisa ser neutra. Da forma que está posta, vamos ter um aumento do custo Brasil, espantando o investidor”, justificou o vice-presidente da Frente.

Estudo do Ministério da Economia em parceria com o MBC (Movimento Brasil Competitivo) mostra que o “custo Brasil” chega a R$ 1,5 trilhão, o que corresponde a 22% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. O valor é o que as empresas gastam, anualmente, a mais que os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Ambiente este que dificulta para o exportador brasileiro colocar seus produtos no mercado internacional ou então torna inviável a competição do produtor nacional com os produtos importados.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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