Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
Compartilhar

STF autoriza PF a ter acesso a investigações de fake news no Facebook

Pelo que nos mostra as ações, o Supremo Tribunal Federal (STF), não vai dar trégua ao governo de Jair Bolsonaro. ..

Pedro Ribeiro - 15 de julho de 2020, 14:07

Rosinei Coutinho/SCO/STF
Rosinei Coutinho/SCO/STF

ANÚNCIO

Pelo que nos mostra as ações, o Supremo Tribunal Federal (STF), não vai dar trégua ao governo de Jair Bolsonaro. Depois da polêmica envolvendo o ministro Gilmar Mendes, que insinuou responsabilidade do exército pelo genocídio da pandemia, em crítica aberta ao general interino no Ministério da Saúde, agora o ministro Alexandre de Moraes volta à carga com as fake news.

Moraes atendeu pedido da Polícia Federal e autorizou a entidade a ter acesso aos dados da investigação do Facebook que derrubou uma rede de perfis falsos ligados a integrantes do chamado gabinete do ódio, supostamente comandado pelos filhos do presidente Jair Bolsonaro.

O acesso às informações da investigação do Facebook foi autorizado em dois inquéritos sigilosos que correm no STF: o das fake news e o dos atos antidemocráticos.

ANÚNCIO

Segundo apurou o Estadão, o ministro Alexandre de Moraes chegou a apontar, em maio, indícios de que um grupo de empresários atuava de maneira velada financiando a disseminação de notícias falsas e conteúdo de ódio contra integrantes da Corte e outras instituições.

Dia 8, o Facebook revelou que identificou e removeu 35 contas, 14 páginas e 1 grupo no Facebook e 38 contas no Instagram por ‘comportamento inautêntico coordenado’. O anúncio fazia parte de uma remoção de redes de desinformação que operavam em quatro territórios postando conteúdo relacionado a assuntos políticos domésticos.

No Brasil, o material investigado pela plataforma identificou pelo menos cinco funcionários e ex-auxiliares que disseminavam ataques a adversários políticos de Bolsonaro.

Um dos funcionários envolvidos na rede identificada pelo Facebook trabalhava para Carlos Bolsonaro, filho do presidente. Outro é contratado do deputado estadual pelo PSL de São Paulo, coronel Nishikawa.