Temer diz que é vítima do núcleo punitivista dos procuradores e não vai cair

Pedro Ribeiro

Michel Temer - MBL

 

O ex-presidente Michel Temer que ficou quatro dias preso por suspeita de recebimento de propinas, disse à Folha de São Paulo que vai para o “enfrentamento público” contra seus acusadores e diz que é vítima de alvo do “núcleo punitivista” do Ministério Público Federal. Lamenta que querem imputar a ele “crime de amizade” em função de seu relacionamento com o coronel aposentado da Polícia Militar de São Paulo, João Batista Lima Filho, dono da empresa Ageplan e acusado de receber propina e repassar a Temer.

Sobre mensagem por celular que teria enviado de madrugada ao ex-ministro Moreira Franco, Temer ironizou: “duvido que um procurador, habilitado, inteligente, competente, persistente e detalhista, não tenha percebido que aquele horário (12h25 min UTC.0 horário internacional) era da Inglaterra. A mensagem era sobre reunião do Partidona Fundação Ulysses Guimarães. “Perguntei se estava acordado e era para falar sobre o partido”, disse o ex-presidente.

Sobre voltar à prisão, disse que não há possibilidades, porque não há provas. Temer elogiou a Procuradoria-Geral da República, mas criticou o “núcleo punitivista” dos procuradores. É um núcleo que diz: “eu quero a cabeça dele, de um ex-presidente na minha sala. Quero um trofeu”. O ex-presidente afirmou: “não vou cair, não há provas”.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal