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TENISTA DE DIGNIDADE DISPENSÁVEL

Por Alceo RizziEsse tenista sérvio e consagrado, provavelmente não teria a mesma fleuma negacionista se tivesse c..

Pedro Ribeiro - 12 de janeiro de 2022, 11:01

Por Alceo Rizzi

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Esse tenista sérvio e consagrado, provavelmente não teria a mesma fleuma negacionista se tivesse cultura e respeito à História de sua região dos Balcãs, mesmo e apesar da guerra étnica com países limítrofes como a Croácia. Ser contra a vacina da Covid e fazer disso sua bandeira é de uma estúpidez de quem não rende tributo a si próprio ou a sua sobrevivência em dignidade humana, nem se faz merecedor de condescendência, apesar de todos os troféus e títulos conquistados. Não conhece sua gêneae, marcada antes, durante e após a Segunda Guerra Mundial, que contribuiu, em sua parcela, em livrar o planeta do domínio do terror nazista. Tivesse dignidade, ao mínimo faria reverência educada e agradecida a quem comandou vitoriosamente em sua região o combate à exclusão e à negação da Ciência, como se pretendeu com o delírio criminoso da raça pura do Terceiro Reich. Deveria fazer reverência a Josip Broz, o depois marechal Tito, homem simples e proletário de Zagreb, que comandou a resistência ao nazismo e manteve os Balcãs sob controle e criou a então Iugoslávia, até sua morte. Depois então começaram a surgir outros tenistas e a região voltou a se conflagrar e se dividir. Pode ter reconhecimento que for em determinada habilidade esportiva e força. Mas parece ser apenas mais um desses seres de resto dispensáveis em sua verdadeira significância e condição de dignidade humana.

 

Alceo Rizzi é jornalista

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