Toque de recolher, uma medida extrema, mas necessária

Pedro Ribeiro

Relatório do BC

No ranking mundial, o Brasil ocupa a segunda posição entre as nações com mais vítimas e é o terceiro com mais casos da doença.

O alerta máximo sobre a pandemia do novo coronavírus no Brasil foi dado na segunda-feira (30) pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao afirmar que a situação no Brasil é “muito, muito preocupante”.

Também o Conselho Regional de Medicina do Paraná emitiu alerta máximo, na cor vermelha, sobre o momento crítico da pandemia de coronavírus vivida no Estado. De acordo com o conselho, o sistema de Saúde está operando no seu limite com desgastes dos profissionais.

Nesta terça-feira (1), técnicos da Secretaria de Estado da Saúde e assessores diretos do governador do Estado chegaram à conclusão de que era preciso decretar toque de recolher no Estado a partir das 23 horas até às 6 horas.

“Estamos vivendo o pior momento desde quando começou a pandemia e atingiu o Estado”, disse ao Paraná Portal o ex-secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo. “É uma medida dura, extrema, mas necessária. Não existem mais UTIs disponíveis e já há casos em que pessoas foram buscar solução na justiça para conseguir internamento”, pontuou.

Para Caputo, a medida deveria ter sido tomada há uma semana, mas entende que o Estado tem que ser protagonista da situação e precisava estar em comum acordo com prefeitos. “Não é uma decisão fácil”, observou o deputado pois existem segmentos do comércio, principalmente aqueles onde há aglomerações de jovens – bares, baladas, lanchonetes – que serão os mais prejudicados com a medida.

O lamentável é que desde o início da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro nega a gravidade do problema.

Segundo a OMS, no Brasil, os casos de 2 a 26 de novembro voltaram a dobrar e as mortes também aumentaram significativamente. A situação é muito, muito preocupante”, afirmou o representante da OMS, durante coletiva de imprensa em Genebra.

A pandemia de Covid-19 está evoluindo no país onde quase 173 mil pessoas morreram e 6,3 milhões foram contaminadas. No ranking mundial, o Brasil ocupa a segunda posição entre as nações com mais vítimas e é o terceiro com mais casos da doença.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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