Trabalhador que usa o transporte coletivo também está na linha de frente do vírus

Pedro Ribeiro

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O escarnio e a desfaçatez com que alguns governos tratam a pandemia, principalmente em relação ao transporte coletivo, onde a massa trabalhadora não possui outra opção e têm que usar este tipo de locomoção, tem elevado o tom das discussões na capital paranaense.

De um lado, a Prefeitura de Curitiba, do outro, o Tribunal de Contas do Estado. A administração municipal montou um esquema de transporte alternativo, mas as inspeções da corte de contas mostram que, nos horários de pico, veículos continuavam circulando com número de passageiros acima dos limites impostos pela própria administração municipal.

O certo é que desde o início da pandemia, não houve um único dia tranquilo para o trabalhador que não possui alternativa de locomoção para o trabalho, ficando sempre exposto ao perigo do vírus. Este trabalhador sai de casa sabendo que estará sujeito ao contágio, mesmo obedecendo os protocolos das autoridades sanitárias, como uso de máscaras e álcool gel.

Diante desta situação, o resultado é que milhões de brasileiros estão sendo diariamente aglomerados em ônibus, metrôs, vans e trens. No caso de Curitiba, os ônibus da fazem o transporte coletivo na capital e região metropolitana.

Pelo sim, pelo não, a Prefeitura de Curitiba continua autorizando a circulação de veículos e passageiros, dentro das normas estabelecidas pelo decreto municipal, e o Tribunal de Contas amplia a fiscalização. Quem está no pelotão de fuzilamento, infelizmente, é o usuário, o trabalhador.

 

 

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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