Um amontoado de cadáveres

Pedro Ribeiro


 

O deputado Delegado Rubens Recalcatti (PSD) fez um alerta preocupante na Assembleia Legislativa: acúmulo de cadáveres no Instituto Médico Legal (IML), de Curitiba. “O grande problema que temos hoje é que está lá um amontoado de cadáveres – cerca de 100 corpos – sem poderem ser enterrados”, afirmou.

Em visita ao IML e ao Instituto de Criminalística que, juntos, formam a Polícia Científica do Paraná, o deputado pode constatar o triste quadro em que se encontra órgão, com 70 corpos depositados há mais de um ano. “O mais antigo é de 2014”, informou.

Como o IML possui apenas 50 gavetas refrigeradas onde os corpos ficam transitoriamente, os cadáveres mais antigos estão acumulados em um único compartimento com refrigeração precária. “É uma situação muito complicada porque, para serem retirados e enterrados, são necessárias autorizações judiciais que não estão acontecendo”, explicou.

“Faço este pronunciamento porque a nossa preocupação é levar este problema ao conhecimento do Judiciário”, disse Recalcatti. Ele afirmou que também vai procurar o Ministério Público para negociar uma solução.  “Temos que resolver isso com urgência e o caminho correto é estabelecermos um plano para a destinação desses corpos”, afirmou.

A autorização judicial para serem removidos do IML se faz necessária porque a maioria dos corpos não possui identificação ou se encontra com algum problema legal. Recalcatti também visitou o diretor-geral da Polícia Científica, Hemerson Bertassoni, que confirmou o problema de acúmulo de corpos no IML.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal