Uma nação em estado de alerta

Pedro Ribeiro


 

Hoje, a partir das 14 horas, as atenções do povo brasileiro estarão voltadas ao Supremo Tribunal Federal quando os ministros julgam o habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que poderá levá-lo para a cadeia ou não. A revolta da população está, novamente, nas ruas porque há sinais de impunidade, o que abrirá precedentes para outros corruptos condenados a exemplo de Lula.

As vozes das ruas ganharam aliados dentro do Exército. O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, resolveu se unir à pressão e fez um pronunciamento repudiando a impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia. A manifestação do general foi publicada em seu twitter e ganhou a adesão de outros generais do Exército, na mesma rede social.

“Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”, publicou ainda o general Villas Boas.

Em Curitiba, o procurador da República Deltan Dallagnol afirmou que a análise do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Supremo Tribunal Federal (STF) é o julgamento mais importante da história da operação Lava Jato até o momento.

“Não diz respeito a uma pessoa, mas diz respeito à impunidade de todos os poderosos. Não só em relação à corrupção da Lava Jato, mas também em relação à uma infinidade de outros casos”, disse Dallagnol. “Amanhã nós temos o grande risco de retroceder dez anos em um dia”, disse em entrevista ao Estadão.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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