Uma questão de fidelidade no governo Ratinho Junior

Pedro Ribeiro


“É preciso cuidado com aqueles que se aproximam do novo governante para definir-lhe o caráter e os interesses”. Uma das lições de Machiavel.

O Paraná parece que não consegue se livrar de seu ranço autofágico que caracteriza as lideranças políticas surgidas ao longo das últimas décadas, com eventuais exceções, e por mais que alguns pretendam se vestir de modernos e com discursos contemporâneos, repetem o mesmo bla-bla-bla de sempre, em campanhas com discursos vagos e cheio de clichês, como “um jeito novo de governar”, um “jeito novo de fazer política”. No fundo apenas reproduzem o anacronismo político cultural do passado, pelo simples motivo de serem lideranças vazias, frágeis, manipuláveis e sem visão de Estado, como alguns antigos tiveram. Em vez de protagonistas, são reféns de sua própria história, que será registrada com traços marcantes de insignificância quando já não tiverem mais o poder de mandatos nas mãos.

Que o governador Ratinho Junior se livre disso antes que seja tarde demais.

Para obter a confiança do empresariado paranaense, principalmente do setor produtivo, reunido em sete instituições de lideranças empresariais do Estado (G7), o governador Ratinho Junior, escolheu o empresário Darci Piana, presidente da Federação do Comércio do Estado, para acompanhá-lo na jornada que o levou ao Palácio Iguaçu. Uma parceria que deu certo na campanha e durante os primeiros mil dias de governo.

O estranho, agora, é que “assessores” do governador Ratinho Junior, bem ao estilo daqueles que “assessoravam” o ex-governador Beto Richa, querem defenestrar o empresário Darci Piana, um auxiliar direto fiel, que promoveu todos os encontros e participou de todas as ações de interesse do Governo do Estado junto à classe empresarial e que elevaram a posição do Paraná no cenário nacional, tanto do ponto de vista do agronegócio como da economia com geração de emprego.

UMA QUESTÃO DE FIDELIDADE

Quanto aos auxiliares de Beto Richa nós vimos no que deu.

Silencioso, Piana, apenas observa a manobra que, provavelmente, o excluirá da vice-governança. Tais “assessores” de Ratinho Junior, com base no Oeste e Sudoeste do Estado, pouco ou quase nada conhecem sobre o histórico empresarial e agora de homem público de Darci Piana. Não se julga, aqui, a competência dos nomes que circulavam nos corredores do Palácio Iguaçu ou da Assembleia Legislativa, para substituir Piana, entre eles, Leonardo Paranhos, de Cascavel, Alexandre Curi.

O que se coloca ao debate é a fidelidade.

“Como pode uma sociedade ser salva, ou ser forte, se não tiver à frente seus homens mais sábios?” (Sócrates).

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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