Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Uma viagem, esta semana, faria bem a Bolsonaro

 A semana não será boa para o presidente Jair Bolsonaro. Seria prudente que sua assessoria recomendasse uma ..

Pedro Ribeiro - 10 de junho de 2019, 10:06

Foto: Marcos Corrêa/PR
Foto: Marcos Corrêa/PR

 

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A semana não será boa para o presidente Jair Bolsonaro. Seria prudente que sua assessoria recomendasse uma viagem ao exterior. O país está em polvorosa e a esquerda bolivariana está literalmente babando com a história da Lava Jato, onde estariam envolvidos em supostas armações judiciais o ministro Sergio Moro e o procurador Delton Dallagnol. Os mais exaltados, da militância petista, é claro, já falam em CPI da Lava Jato e renúncia de Moro. Em relação ao vazamento de conversas, a Polícia Federal está investigando e o Ministério Público Federal disse que trat-ase de mais uma tentativa de acabar com a operação Lava Jato que colocou o ex-presidente Lula e dezenas de políticos e empresários na cadeia.

Outro episódio que deve estar tirando o sono leve do presidente Boilsonaro é o rescaldo da ferranha discussão entre os deputados major Olímpio, líder do PSL na Câmara Federal e a líder do governo na casa, Joycve Hasselmann. O entrevero aconteceu durante sessão para votar 23 vetos presidenciais que trancavam a pauta do Congresso para a análise do crédito extra, presidida por Davi Alcolumbre (DEM). A reunião foi encerrada devido a um bate-boca entre ambos, do mesmo partido.

Olimpio acusou a deputada de ter prejudicado a aprovação de um desses vetos, que buscava garantir a inclusão de agentes penitenciários e socioeducativos (que atuam em unidades para menores infratores) no Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

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No seu pronunciamento, declarou que retirou o destaque sobre o tema com o compromisso de Joice e do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB), de que haveria uma votação por acordo. No entanto, 240 parlamentares votaram contra e o veto foi derrotado.

Olimpio disse que estava com vergonha do que aconteceu na casa. "É uma esculhambação. Vão me chamar de fio desencapado, e eu sou mesmo. A palavra não foi cumprida. Coisa de moleque. Quem falava pelo governo não teve palavra”, completou.

De acordo com Joice, o acordo foi costurado e as cédulas foram distribuídas, mas “não se pode pegar uma arma e apontar na cabeça dos parlamentares para votarem segundo aquilo que está na cédula”.

Frente à discussão, o presidente Davi Alcolumbre decidiu terminar com a sessão. Em sua página no Twitter, ele afirmou que convocou outra reunião conjunta para a próxima terça-feira (11), às 15 horas.

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