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Vandalismo mancha ruas de Curitiba após protestos

Enquanto em Curitiba, o comércio, empresários do setor de transporte coletivo e representantes do patrimônio público, co..

Pedro Ribeiro - 02 de setembro de 2016, 09:09

Enquanto em Curitiba, o comércio, empresários do setor de transporte coletivo e representantes do patrimônio público, contabilizam os danos causados pelo protesto, seguido de vandalismo, na quinta-feira, em Genebra, a ONU fez uma apelo para que "todos os atores" no Brasil "evitem a violência", depois do resultado da votação do impeachment. Na noite de quinta-feira, 1º, São Paulo registrou protesto pelo quarto dia seguido. A entidade ainda alertou às autoridades de que devem garantir que manifestantes sejam lidados dentro dos padrões do direito internacional.

A reportagem do Paraná Portal apurou que o protesto formado por maioria pacífica foi manchado por um grupo que depredou diversos pontos da região central.

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Durante o trajeto de manifestantes, na noite dessa quinta-feira (1º), quatro prédios foram depredados, dois ônibus, duas estações-tubo e um carro de reportagem foram pichados. Os manifestantes realizaram o segundo protesto consecutivo em Curitiba. A manifestação de quarta (31), dia do impeachment de Dilma Rousseff, não houve vandalismo. Os dois atos reuniram entre 3 mil e 5 mil pessoas, segundo organizadores. A Polícia Militar contou 400 manifestantes reunidos e 800 ao longo da noite.

Na noite dessa quinta, os participantes do ato percorreram as principais ruas da região central da capital paranaense. O carro de uma emissora de TV local (RPCTV – afiliada Rede Globo no Paraná) e o prédio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) foram pichados pelos manifestantes e algumas vidraças foram quebradas.

Um grupo entre os manifestantes pichou também estações-tubo (pontos de ônibus) e trecho de asfalto. Em alguns cruzamentos do Centro de Curitiba, os militantes também atearam fogo em pilhas de lixo. Alguns manifestantes usavam máscaras para não serem identificados. O designer Nino Guetten, que participou da passeata, conta que um grupo apareceu preparado para depredar pontos do trajeto.

O prédio do Jornal Gazeta do Povo, na Praça Carlos Gomes, também teve vidraças quebradas. Três pessoas chegaram a escalar a fachada do palacete e entrar na sacada do prédio. A Guarda Municipal orientou que os casos de pichação devem denunciados pelo telefone 153, da Prefeitura de Curitiba. A Polícia Militar informou que foi acionada em alguns casos, mas quando chegava os responsáveis já não estavam no local. Ninguém foi preso e não houve confronto entre policiais e manifestantes.

Na quarta, depois da aprovação do impeachment pelo menos 5 mil pessoas também se reuniram em Curitiba, segundo os organizadores do movimento CWB Contra Temer. Pela estimativa da PM apenas 500 pessoas participaram do ato. A maioria dos manifestantes era formada por jovens e estudantes. Na ocasião, um grupo também queimou lixo em alguns pontos e pichou o asfalto, mas não houve depredação ao patrimônio alheio.

(Com Narley Resende)pedro.ribeiro

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