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Vandalismo no Largo da Ordem coloca polícia em saia justa

Quatro dias após a onda de violência no Largo da Ordem, centro histórico de Curitiba, a Polícia Civil convoca a imprensa..

Pedro Ribeiro - 27 de fevereiro de 2020, 08:02

Destruição de lojas no Largo da Ordem durante os dias de Carnaval em Curitiba
Destruição de lojas no Largo da Ordem durante os dias de Carnaval em Curitiba

Quatro dias após a onda de violência no Largo da Ordem, centro histórico de Curitiba, a Polícia Civil convoca a imprensa para explicar o ocorrido durante o Carnaval de Curitiba, onde lojas foram saqueadas, pessoas sofreram arrastão e muitas brigas.

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O que a Polícia Civil vai falar na coletiva que marcou para esta quinta-feira não deverá conter novidade a não ser análise de imagens de câmeras instaladas em prédios do entorno. Também vai dizer que identificará os indivíduos envolvidos nos crimes.

O que a sociedade quer saber é por que não houve, por parte dos órgãos governamentais de segurança pública e até mesmo a Guarda Municipal, planejamento de prevenção, já que todos sabem que aquela região é explosiva quando há grande número de pessoas no local.

A ação antecipada das autoridades poderia inibir a atuação de vândalos que agiram de maneira estruturada para atrapalhar a festa da maioria da população. “Não foi um fato isolado. Ocorreram festas clandestinas, marcadas na internet como ‘rolezinhos' para atrapalhar quem queria se divertir”, observa Fábio Aguayo, da Abrabar.

Lamentável o vandalismo na nossa cidade", comentou Camilo Turmina, presidente da ACP, que também apoia as providências. "Quando se reúnem em grupos, a exemplo de torcidas organizadas no futebol, uma parte da população vira manada, formando gangues da pior espécie”, disse.

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Só tem uma alternativa: policiamento proporcional à necessidade de manter a ordem pública", afirmou Turmina. Que completou: "São favas contadas, proporcionalmente a cada número específico de cidadãos ou melhor delinquentes, um número proporcional de policiais”.