Variante Delta tem preocupado médicos, porque tem atingido jovens que ainda não tomaram vacinas.

Pedro Ribeiro

3 novos casos da variante delta no paraná

Lendo as matérias do Estadão postadas nesta tarde de quinta-feira, uma chamou a atenção, porque, pela manhã, um amigo me telefona, preocupado, informando que seu filho, de 22 anos, havia contraído o coronavírus. A preocupação, agora, é com a variante Delta. No jornal, na abertura da matéria, um alerta: “Muitos médicos nas linhas de frente afirmam que pacientes não vacinados com idades na casa dos 20 e 30 anos estão adoecendo mais gravemente e mais rapidamente. Mas faltam dados abrangentes”.

As informações do Estadão vêm de pesquisas e reportagens do The New York Times. Como o Paraná também tem registrado a Delta, resolvemos publicar alguns dados. “Recentemente, um paciente de 28 anos morreu de covid-19 no Centro Médico CoxHealth, em Springfield, Missouri. Na semana passada, um universitário de 21 anos foi internado na UTI”.

Segundo a reportagem, além de não terem se vacinado, muitos dos pacientes que chegam ao hospital com covid-19 têm muito menos do que 50 anos, um contraste absoluto em relação aos frágeis pacientes idosos afetados no início da pandemia, no ano passado.

Em Baton Rouge, Louisiana, jovens adultos que não apresentam nenhum dos fatores de risco para desenvolver formas graves da doença — como obesidade ou diabetes — também estão chegando aos pronto-socorros gravemente doentes. Não está claro por que os casos são tão graves.

Médicos que trabalham nos epicentros de covid no país afirmam que os atuais pacientes de seus hospitais não são como os do ano passado. Os novos pacientes — quase nenhum vacinado — tendem a ser mais jovens, muitos deles com idades na casa dos 20 ou 30 anos. Eles apresentam sintomas mais graves do que os pacientes jovens do ano passado e seu estado de saúde se deteriora mais rapidamente.

Os médicos cunharam uma nova expressão para descrevê-los: “mais jovens, mais doentes, mais rapidamente”. Muitos dos médicos que os tratam suspeitam que a variante Delta do coronavírus, responsável por mais de 80% das novas infecções no país, influencia o fenômeno.

Estudos realizados em alguns outros países sugerem que essa variante pode causar doença mais grave, mas não há dados definitivos mostrando que a nova cepa seja de alguma maneira mais prejudicial para jovens adultos.

Alguns especialistas acreditam que a mudança no perfil dos pacientes resulta estritamente das taxas de vacinação mais baixas nesse grupo demográfico.

Até o domingo, mais de 80% de todos os americanos com idades entre 65 e 74 anos tinham sido completamente vacinados, contra menos da metade dos cidadãos com idades entre 18 e 39 anos, de acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

As vacinas são poderosamente efetivas contra casos graves de covid-19 e mortes decorrentes de contágio por qualquer variante do vírus, incluindo a Delta. A vasta maioria dos pacientes hospitalizados no país — cerca de 97% — não se vacinou. (Veja reportagem completa no Estadão desta quinta-feira).

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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