Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Vendendo almoço para pagar a janta e as barbáries com gastos públicos

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, expõe um problema que o ministro da Economia, Paulo Guede..

Pedro Ribeiro - 12 de agosto de 2019, 09:08

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, expõe um problema que o ministro da Economia, Paulo Guedes, vem tentando contornar desde o início do governo Jair Bolsonaro: o forte bloqueio de despesas do Orçamento tem levado o governo a “vender o almoço para pagar o jantar”, em situação dramática para o funcionamento dos Ministérios. Após pedir corte de verba, ministro é intimado pela Receita.

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Em entrevista ao Estadão deste domingo, Dantas diz que serviços poderão ser afetados e faz um alerta para a falta de planejamento do governo nos cortes de gastos. Para ele, a busca de receitas extraordinárias não passa de uma “solução-tampão”. “O fato é que o governo precisa adotar mecanismos para solucionar o problema sem infringir a legislação vigente”, afirma ele, responsável também no TCU, pela área que cuida dos assuntos do Ministério da Economia e dos bancos públicos.

Segundo ele, não é possível mais tolerar “artifícios tão exóticos quanto nocivos” a pretexto de viabilizar o fechamento das contas: “Quando a gestão fiscal não se pauta nesse corolário, o tribunal pode emitir alertas e, no limite, na análise da prestação de contas do Presidente da República, opinar pela rejeição dessas contas”.

O ministro, que tem acento no Tribunal de Contas da União deve saber dos esforços que estão sendo feitos para enxugar a máquina administrativa. Entre eles, os auxílios-moradias, cargos em comissões desnecessários e até a tentativa de trazer à realidade o almoço do ministros do Supremo Tribunal Federal que comem lagostas e bebem vinhos importados em suas refeições. Há também a luta pela reforma da Previdência.

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O que o TCU tem que fazer é fiscalizar as barbáries nos gastos públicos, inclusive reagir em relação à tentativa do STF de barrar a fiscalização pela Receita Federal de membros da corte e seus parentes, o que caracteriza uma afronta aos brasileiros.