Vigilância policial em escolas paranaenses

Pedro Ribeiro


O programa Escola Segura, do Governo do Estado, começa a dar seus primeiros passos depois de ter sido interrompido por falta de interesse de policiais militares da reserva. Provavelmente a partir da próxima semana, 100 policiais selecionados e aptos, depois de testes de saúde física e psicológica, estarão posicionados em frente a escolas estaduais em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu, para auxiliar no combate ao tráfico de drogas e violência.

Além da presença física do policial, o programa também prevê o suporte de unidades móveis da Polícia Militar e integração com o serviço de inteligência da área de segurança.

Os policiais selecionados estão participando de treinamentos técnicos de conhecimentos gerais sobre o policiamento escolar, abordagem policial e capacitação de tiro. “Eles estão vendo quais serão as atribuições dentro e no entorno das escolas, o histórico do Batalhão da Patrulha Escolar Comunitária, limites entre indisciplinas e atos infracionais e as atribuições específicas do BPEC e do corpo de militares do programa”, explicou o capitão David Paris do Amaral.

O superintendente de Planejamento e Gestão Escolar da Secretaria de Estado da Educação, Valter Miguel Claro, disse que os cursos foram pensados para que o trabalho dos policiais aconteça em harmonia com a gestão escolar. “Cada um terá uma função específica no cotidiano escolar e para isso pensamos na formação conjunta, para que eles saibam qual será a atribuição de cada um”.

PROGRAMA – O programa é resultado da parceria entre as Secretarias da Educação e da Segurança Pública, que prevê a presença de policiais militares da reserva nas escolas estaduais em dois turnos: das 7h às 15h e das 15h às 23h. Serão dois policiais militares por escola.

O programa Escola Segura será implementado inicialmente em 100 escolas em Foz do Iguaçu, cidade de fronteira internacional, em Londrina, segunda maior cidade do Paraná, e na Região Metropolitana de Curitiba.

Para a cidade de Londrina foram convocados 34 policiais militares. Em Foz do Iguaçu, a convocação foi para 16 militares, e para a Região Metropolitana da Capital foram 50 profissionais, totalizando 100 convocados. Eles integram o Corpo de Militares Estaduais Inativos Voluntários – Projeto Escola Segura, e darão os primeiros passos do programa, ainda em fase de testes.

“Em breve a Polícia Militar fará uma nova chamada objetivando criar banco de reserva para garantir o atendimento das 100 escolas anunciadas para o projeto-piloto. Deste primeiro chamamento, esta é a última fase do processo de seleção dos voluntários, para que eles possam estar atuando à frente desse projeto”, disse o chefe do Estado-Maior da PM, coronel Lanes Randal Prates Marques.

50 colégios receberão o projeto neste primeiro momento.

RMC – Na Região Metropolitana de Curitiba foram contemplados 25 colégios: o Colégio Estadual Marilze da Luz Brand (Araucária); o Colégio Estadual Maria da G. Silva Lima (Araucária); o Colégio Estadual Agalvira B. Pinto (Araucária); o Colégio Estadual Macedo Soares (Campo Largo); o Colégio Estadual Djalma Marinho (Campo Largo); o Colégio Estadual Abílio Lourenço dos Santos (Fazenda Rio Grande); o Colégio Estadual Cunha Pereira (Fazenda Rio Grande); o Colégio Estadual Shirley C. T. Machado (São José dos Pinhais); o Colégio Estadual Guatupê (São José dos Pinhais); o Colégio Estadual Lindaura R. Lucas (São José dos Pinhais); o Colégio Estadual Elza Scherner Moro (São José dos Pinhais) e o Colégio Estadual Chico Mendes (São José dos Pinhais).

Também foram contemplados o colégio estadual Ambrósio Bini (Almirante Tamandaré); o colégio estadual Edimar Wright (Almirante Tamandaré); o colégio estadual Angela Sandri Teixeira (Almirante Tamandaré); o colégio estadual Ivan F. do Amaral Filho (Campina Grande do Sul); o colégio estadual Timbu Velho (Campina Grande do Sul); o colégio estadual Genesio Moreschi (Colombo); o colégio estadual Antônio L. Braga (Colombo); o colégio estadual Bento M. da Rocha Neto (Colombo); o colégio estadual Arnaldo F. Busato (Pinhais); o colégio estadual Humberto A. Castelo Branco (Pinhais); o colégio estadual Rosilda de S. Oliveira (Piraquara); o colégio estadual Mario B. T. Braga (Piraquara) e o colégio estadual Ivanete M. de Souza (Piraquara).

LONDRINA – São 17 colégios: o colégio estadual Vicente Rijo; o colégio estadual Olympia M. Tormenta; o colégio estadual Maria José Balzanelo Aguilera; o colégio estadual Lucia Barros Lisboa; o colégio estadual Carlos de Almeida; o colégio estadual José de Anchieta; o colégio estadual Adelia de Barbosa; o colégio estadual Professor Ubedulha Correia de Oliveira; o colégio estadual Roseli Piotto Roehrig; o colégio estadual Nilo Peçanha; o colégio estadual João Rodrigues da Silva; o colégio estadual Thiago Terra; o colégio estadual Vani Ruiz Viessi; o colégio estadual Ana Molina Garcia; o colégio estadual Humberto Puiggari Coutinho; o colégio estadual Nossa Senhora Lourdes e o colégio da Polícia Militar.

FOZ DO IGUAÇU – O projeto beneficiará oito colégios: o colégio estadual Ipê Roxo; o colégio estadual Arnaldo Busatto; o colégio estadual Ayrton Senna da Silva; o colégio estadual Paulo Freire; o colégio estadual Carmelitas Dias; o colégio estadual Flavio Warken; o colégio estadual Santa Rita e o colégio estadual Ulysses Guimarães.

ESCOLA SEGURA

O programa Escola Segura é uma iniciativa do Governo do Estado, em conjunto com a Polícia Militar e com a Secretaria de Estado da Educação, para que a comunidade escolar tenha mais segurança e esteja integrada com a PM. O trabalho é um complemento às atividades preventivas já desempenhadas pelo Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC), unidade responsável pelo treinamento dos policiais militares voluntários e que coordenará o trabalho do programa nos colégios estaduais.

Com a presença mais constante nos colégios, o objetivo é reforçar a atuação preventiva da Polícia Militar, desenvolvendo atividades que envolvam estudantes, pais e responsáveis, incluindo ainda os professores e a coordenação pedagógica das unidades de ensino, para inibir crimes e delitos, bem como incentivar a participação da comunidade escolar em ações que previnam o tráfico e uso de drogas, violência, bullyng e dano ao patrimônio público.

 

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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